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domingo, 21 de outubro de 2018

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Por Jota Camelo

Caminhada com Haddad reúne milhares de pessoas no Centro

CNews
O candidato fez caminhada no centro da capital e seguiu para região do Cariri
Milhares de pessoas lotaram as ruas do Centro de Fortaleza para ato político com o candidato à presidência da república Fernando Haddad (PT). No primeiro turno, o petista ganhou em todos os estados da Região Nordes, à exceção do Ceará, onde Ciro Gomes (PDT), ficou em primeiro.

Além do presidenciável, o evento contou com a participação da candidata a vice-presidente, Manuela Dávila (PCdoB), Guilherme Boulos (Psol), que declarou apoio ao candidato no segundo turno, e o governador do estado Camilo Santana (PT)

A caminhada saiu da Praça da Bandeira e teve cerca de de 1,5 km. Haddad esteve acompanhado de militantes na Praça do Ferreira, onde fez o comício para cerca de 50 mil pessoas.

O presidenciável voltou a mencionar as suspeitas de que grupo de empresários que financiaria o envio em massa de mensagens falsas anti-PT na plataforma WhatsApp. "Agora caiu numa armadilha. Eles montaram uma organização criminosa para botar dinheiro sujo no Whatsapp. O Tribunal Superior Eleitoral e o Ministério Público agora abriram inquérito para investigar. Vocês devem conhecer muita gente que recebeu notícia falsa pelo Whatsapp e metade da população brasileira hoje se informa pelo celular e o Whatsapp redireciona para vídeos e mensagens mentirosas contra mim e a Manuela Dávila, nossa candidata a vice", afirmou.

Haddad descartou ainda que o adversário participe de debates. "Como é que depois de ter me difamado, me caluniado, ele ainda vai participar de debate? Ele mentiu muito.", disse.

De lá, Fernando Haddad seguiu para o Cariri. Ele foi para Juazeiro do Norte. Após de visitar o Horto da cidade, Haddad deu uma entrevista a jornalistas e voltou a dizer que não aproveitará ninguém do alto escalão do governo do presidente Michel Temer. Depois, Haddad partiu para o Crato.

Ex-gerente de banco é preso suspeito de estelionato

O suspeito foi detido no comércio que mantinha, na localidade de Santa Tereza
Um ex-gerente de banco foi preso, nesta sexta-feira (19), pela Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), no município de Aracati, no litoral do Ceará. Ele foi apontado como suspeito de desviar dinheiro de contas bancárias de clientes da instituição para a qual prestava serviço. Ele foi detido e levado para a Delegacia Regional de Aracati.

A partir de Boletins de Ocorrência (B.O.) registrados por clientes do banco, na unidade da PCCE de Aracati, que tratavam de desvios de valores oriundos de contas bancárias, equipes das Delegacias Regional e Municipal local deram início às investigações para apurar quem seriam os responsáveis pelos furtos. Os policiais chegaram ao nome de um ex-funcionário da instituição, identificado como Francisco Barbosa Damasceno Júnior, de 34 anos. Com base no resultado da investigação, foi instaurado inquérito policial por portaria e solicitada a prisão preventiva do suspeito, junto ao Poder Judiciário.

A Justiça deferiu a solicitação do delegado Wagner Luiz, titular da Delegacia Municipal de Aracati, e a partir de então, os agentes saíram em diligências e deram cumprimento ao mandado de prisão. Francisco Barbosa foi detido no comércio que mantinha, na localidade de Santa Tereza. Ele foi levado para a Delegacia, onde foi autuado pelos crimes de estelionato e furto. A Polícia Civil mantém as investigações, agora com o objetivo de localizar outras pessoas envolvidas no crime.

Mulher é indiciada por disseminar notícias falsas sobre eleição

Uma mulher foi indicada pela Polícia Federal no Rio Grande do Sul por disseminar notícias falsas em redes sociais. Em um vídeo, a moça afirma que urnas eletrônicas teriam sido fraudadas e enviadas a cidades da Região Nordeste. A informação foi divulgada pela Superintendência da Polícia Federal no Rio Grande do Sul.

A mulher também acusa o governo federal como responsável por fraudar o sistema de votações das eleições deste ano. A Polícia Federal instaurou inquérito a pedido do Tribunal Regional Eleitoral do estado (TRE-RS). Os agentes realizaram diligências para identificar a autora dos comentários enganosos.

A mulher foi enquadrada nos artigos 324 e 325 do Código Eleitoral, segundo os quais são crimes “divulgar, na propaganda, fatos que sabe inverídicos, em relação a partidos ou candidatos e capazes de exercerem influência perante o eleitorado” e “caluniar alguém, na propaganda eleitoral, ou visando fins de propaganda, imputando-lhe falsamente fato definido como crime”.

Ela pode pegar pena de 1 a 3 anos de prisão. O tempo pode ser aumentado pelo fato da mulher ter usado redes sociais para a propagação dos conteúdos.

Mensagens falsas como a que motivou a prisão foram disseminadas em todo o país. O Tribunal Superior Eleitoral criou um site para esclarecer eleitores quanto às teorias da conspiração e acusações de supostas fraudes em urnas e no conjunto do sistema de votação.

A disseminação de desinformação sobre o tema tem crescido. A presidente do TSE, ministra Rosa Weber chegou a receber ameaças. Na quarta (17), ela reuniu representantes da candidaturas para solicitar ações de desincentivo aos questionamentos.

No balanço da votação do primeiro turno, nem o TSE nem a missão internacional da Organização dos Estados Americanos (OEA), que acompanhou o pleito, identificaram indícios de fraude ou problemas que pudessem comprometer o resultado.

Agência Brasil

Fake news, WhatsApp e a nossa liberdade

Em artigo no O POVO deste sábado (20), a jornalista Letícia Alves aponta o aplicativo WhatsApp como um dos principais meios de propagação de boato nestas eleições.

Confira:

WhatsApp é o assunto do momento. Começou lá atrás, quando, no início deste ano, veículos da imprensa tradicional e páginas independentes (ou nem tanto) começaram a se organizar para combater a já esperada onda de “fake news” que viria na campanha. A tal onda chegou, e o app de mensagens instantâneas se consolidou como um dos principais meios de propagação de boatos.

Diferentemente do Facebook e do Twitter, onde muito absurdo é compartilhado, o que chega no WhatsApp não tem dono. É uma rede fechada, praticamente impossível de monitorar, onde as pessoas se comunicam em grupos da família, trabalho, faculdade, futebol, salão de beleza etc e além. O ambiente é propício para espalhar informações de todo tipo – falsas e verdadeiras. A própria imprensa tradicional utiliza o app para divulgar notícias.

As acusações de que a campanha do presidenciável Bolsonaro (PSL) estaria usando dinheiro de empresas para comprar pacotes de disparos de fake news via WhatsApp, no intuito de difamar o seu adversário Haddad (PT), são graves. Tão graves que, penso eu, deveriam ter sido feitas com base em informações que fossem além do “a reportagem apurou” – o ônus da prova é de quem acusa, afinal.

Evidentemente que, se o esquema for confirmado, os envolvidos devem ser punidos. É necessário esclarecer, no entanto, que o WhatsApp não é o vilão dessa história. Eu sei que esta é uma afirmação óbvia, mas tem gente que não entendeu.

O Psol chegou a pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a restrição de ferramentas ou a suspensão total do aplicativo até as eleições. Eu mesma, que tenho dedicado meus dias a esclarecer boatos, achei que essa notícia era “fake news”. Não era, e o partido acabou voltando atrás, mas esse rompante é sintomático: vale tudo para combater as informações falsas, até mesmo interferir na liberdade das pessoas?

Há alguns dias, o Haddad chegou a sugerir que, se as pessoas “desligassem” o app por uns dias, o Bolsonaro “desapareceria”. Ora, parece-me simplório demais atribuir a força de uma campanha que vem sendo construída há anos a conversas de WhatsApp. É inegável, porém, que são essas mesmas conversas que podem derrubar uma candidatura se novos fatos sobre o caso forem descobertos. Diante desse cenário, o brasileiro pede por esclarecimentos, justiça e, principalmente, para que deixem seu WhatsApp (e sua liberdade) em paz.

Letícia Alves

Jornalista do O POVO

Haddad diz que Bolsonaro troca debate por fake news

Em caminhada na Praça do Ferreira, no Centro de Fortaleza, neste sábado (20), o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, disse que o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, troca o debate pela propagação de fake news nas redes sociais.

Segundo Haddad, Bolsonaro estaria fugindo aos debates “pela falta de coragem que o candidato tem de não falar sobre as mentiras espalhadas por fake news”.

Haddad estave acompanhado do governador Camilo Santana, da vice-governadora Izolda Cela, da presidente nacional do partido Gleisi Hoffmann, do candidato do Psol Guilherme Boulos, além do deputado federal reeleito José Guimarães, do deputado estadual eleito Acrísio Sena, do vereador Guilherme Sampaio e do ex-deputado federal João Alfredo.

Fotos: Divulgação
Blog do Eliomar

Menos ruim – Cid Gomes diz que é preciso pensar no País

“Quem morre de véspera é peru”, disse o senador eleito Cid Gomes, neste sábado (20), em Sobral, na Região Norte do Ceará, ao sugerir a candidatura do petista Haddad neste segundo turno. Ao destacar que se tratava de uma opinião própria, Cid Gomes afirmou que é necessário escolher o “menos ruim” para o Brasil.

O senador eleito destacou que o projeto continua sendo “Ciro Presidente”, já para as eleições de 2022.

Nesta semana, Cid Gomes se envolveu em polêmica, ao afirmar em encontro de apoio a Haddad que a eleição estaria perdida para o PT, diante do partido teimar em não assumir erros nos governos Lula e Dilma.

Foto: Reprodução
Blog do Eliomar

Primeira fase do concurso para professores do Estado será realizada neste domingo em Camocim

Resultado de imagem para Primeira fase do concurso para professores do Estado do Ceará será realizada neste domingo
A primeira etapa do concurso para professores da Rede Pública Estadual acontecerá amanhã, 21, das 9h às 13h, horário de Fortaleza. Ao todo, 55.238 candidatos irão disputar 2.500 vagas das 13 disciplinas do ensino médio, como Biologia, Educação Física e Língua Portuguesa. O certame é dividido em três etapas. Na primeira fase, os candidatos responderão 80 questões, abrangendo Administração Pública, Educação Brasileira: temas educacionais e pedagógicos, além da disciplina específica da área de habilitação.

Os locais de prova já podem ser consultados AQUI: Além da Capital, as provas serão realizadas nas cidades de Acaraú, Baturité, Brejo Santo, Camocim, Canindé, Crateús, Crato, Horizonte, Icó, Iguatu, Itapipoca, Jaguaribe, Juazeiro do Norte, Maracanaú, Quixadá, Russas, Sobral, Tauá, Tianguá e Senador Pompeu. Os candidatos deverão chegar ao local de prova com uma hora de antecedência, levando caneta esferográfica transparente, de tinta nas cores preta ou azul, além de documentos oficiais de identificação, conforme especificado no edital.

A segunda etapa será uma prova prática, onde os candidatos deverão ministrar uma aula na disciplina em que está concorrendo. As duas primeiras etapas são eliminatórias e classificatórias. A terceira etapa consiste na avaliação de títulos, e também é classificatória. A remuneração para os aprovados é de R$ 3.588.27, acrescida do vale-alimentação no valor de R$ 15,00 por dia útil trabalhado.

O POVO Online

PF abre inquérito para investigar fake news

O pedido de abertura de investigação foi feito pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge
A Polícia Federal (PF) instaurou neste sábado (20) inquérito para investigar a disseminação de mensagens pelo WhatsApp referentes aos candidatos à Presidência da República.

O pedido de abertura de investigação foi feito pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Ela quer que a PF apure o possível uso de esquema profissional por parte das campanhas, com o propósito de propagar notícias falsas, as chamadas fake news.

Esta semana, jornais publicaram matérias segundo as quais empresas de marketing digital, custeadas por empresários que apoiam o candidato à Presidência, Jair Bolsonaro, estariam disseminando conteúdo em milhares de grupos do aplicativo.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também abriu processo, depois de ação ajuizada pela candidatura de Fernando Haddad (PT) na quinta-feira (18).

Ao rebater as acusações, pelo Twitter, Jair Bolsonaro afirmou que não tem controle sobre apoios voluntários e afirmou que o PT não está sendo prejudicado por fake news, mas pela “verdade”.

As matérias dos jornais apontaram uma rede de empresas contratadas para efetuar os disparos em massa. Os contratos, que chegariam a R$ 12 milhões, seriam bancados por empresários próximos ao candidato.

Para a procuradora Raquel Dodge, o quadro de possível interferência na formação de opinião dos eleitores com atuação dessas empresas com mensagens que podem caracterizar ofensas aos dois candidatos “afronta a integridade do processo eleitoral”.

CNews

Haddad chama Bolsonaro de ‘soldadinho de araque’, ressalta Educação no Ceará e cita Cid Gomes

Fernando Haddad fez comício na Praça do Ferreira. (Foto: Ricardo Stuckert)Haddad vem ao Ceará ao final da mesma semana em que Cid ganhou repercussão nacional dizendo ser “bem feito o PT perder esta eleição”
Em sua segunda visita ao Ceará na disputa pela presidência da República, Fernando Haddad (PT) subiu o tom contra o adversário Jair Bolsonaro (PSL), destacou desempenho do Estado na Educação e arrastou multidão pelas ruas do Centro de Fortaleza. Durante a tarde, ele visita Juazeiro do Norte e Crato, na Região do Cariri, e segue para Piauí e Maranhão.

Em comício na Praça do Ferreira, Haddad acusou Bolsonaro de tentar fraudar as eleições através de esquema de notícias falsas enviadas pelo Facebook. “Ele foi obrigado a me enfrentar no 2° turno e a sujeira veio à tona”, disse.

O petista ainda fez referência a frases polêmicas de Bolsonaro enquanto deputado federal. “Durante 28 anos, ele deixou gravado o que pensa do Nordeste e do Bolsa Família. É uma figura doentia, que só tem ódio no coração”, disse Haddad, subindo o tom.

“Ele não me enfrenta porque não tem coragem de falar na minha cara o que o Whatsapp falou por ele a campanha inteira. Vem me enfrentar, soldadinho de araque. Vem falar na minha cara sobre a minha família, sobre os meus bens”, atacou, em tom de voz mais incisivo que o habitual.

Na reta final da campanha, o PT volta às ruas no Nordeste para tentar garantir o desempenho histórico da sigla na região. No primeiro turno, Haddad venceu em oito estados nordestinos, mas perdeu no Ceará para o terceiro colocado, Ciro Gomes (PDT). Ao lado do governador Camilo Santana (PT), reeleito com quase 80% dos votos, Haddad tenta herdar os votos do correligionário e de Ciro.
Durante a manhã. Haddad percorreu as ruas do Centro ao lado de Camilo Santana, do ex-candidato a presidente Guilherme Boulos, da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffman, e outros apoiadores.

Cid e Ciro
No palanque, o presidenciável ressaltou o crescimento do Ceará nos índices de Educação. “Construímos com o governo federal e o governador Cid Gomes o Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica), que foi muito importante porque injetou verba no Ceará e ajudou o Estado a ser líder do Ideb hoje”, afirmou, fazendo referência ao senador eleito Cid Gomes.

Na segunda-feira (15), Cid se envolveu em polêmica nacional contra o PT após fazer uma série de ataques contra o partido em evento pró-Haddad em Fortaleza. Diante do constrangimento, Cid divulgou vídeos apoiando o petista, mas não participou do evento hoje.

Em sua terra natal, Sobral, Cid fez panfletagem pelo candidato petista neste sábado. O irmão, Ciro Gomes, está em viagem na Europa.

Após o ato, Haddad minimizou a ausência de Ciro na campanha. “O Ciro é um grande brasileiro. Mesmo tendo sido crítico, o apoio dele é muito importante. 70% dos eleitores dele já estão votando na gente, e eu vim para o Ceará buscar os outros 30%”, afirmou.

Tribuna do Ceará

Souvenirs de Bolsonaro e Haddad bombam na web. Tem bibelô de R$ 250

Igo Estrela/MetrópolesCamisetas, esculturas e bonés relacionados com os candidatos à Presidência são artigos que podem ser encontrados em lojas on-line
As desavenças ocasionadas pelas eleições presidenciais deste ano acabaram alavancando o mercado do comércio virtual. Lojas on-line passaram a utilizar as divergências entre eleitores favoráveis a Jair Bolsonaro (PSL) e apoiadores de Fernando Haddad (PT) para vender produtos relacionados aos postulantes à principal cadeira do Executivo.

Na maior comunidade de vendas on-line da América Latina, o Mercado Livre, é possível encontrar diversos itens relacionados ao candidato ao Palácio do Planalto pelo PSL: camisetas com inúmeras estampas, canetas, esculturas e até vestimentas infantis à venda. O preço dos produtos varia, mas um boneco idêntico ao presidenciável chega a custar R$ 250.

Um site foi criado exclusivamente para a venda de produtos do deputado federal: a Loja Bolsonaro, que carrega o slogan “Muda Brasil de verdade”. Camisetas com a palavra Bolsomito – muito utilizada pelo eleitorado do candidato do PSL – estão entre as que estampam a capa do espaço virtual. Camisa + bottom + adesivo formam o Kit Bolsomito, que custa R$ 49,90.
Em uma busca rápida na internet, artigos relacionados ao presidenciável do PT, Fernando Haddad, também podem ser encontrados em plataformas de vendas on-line. Há bottons, adesivos e camisetas de apoio ao candidato. Na lista de compras, produtos com a foto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Manuela D’Ávila, vice na chapa petista, aparecem com destaque.

Na internet, o PT criou um espaço para a venda de artigos relacionados ao partido. Na lojinha, é possível comprar camisetas, casacos, bonés e bandeiras. Segundo o secretário de Finanças e Planejamento da sigla, Emídio de Souza, a militância petista também pode adquirir os produtos diretamente nos diretórios municipais e estaduais.
Camisetas Bolsonaro
Na onda de faturar na época de eleições, o Movimento Brasil Livre (MBL) aproveitou um pronunciamento do senador Cid Gomes (PDT) para comercializar camisetas. Durante evento em favor de Haddad, o político disse aos petistas presentes: “O Lula está preso, babaca! Vocês vão perder”. A frase agradou o MBL, que tratou de estampá-la em camisas e vendê-las por R$ 49,90.
Renda extra
Muitos comerciantes aproveitaram as manifestações e carreatas das eleições presidenciais para ganhar uma graninha extra. Em um ato pró-Bolsonaro realizado dois dias antes do primeiro turno, um apoiador do candidato do PSL vendia camisetas com a estampa do presidenciável. A unidade custava R$ 35, enquanto duas saíam ao preço promocional de R$ 60. Na época, o entusiasta de Jair Bolsonaro relatou ter vendido 70 peças naquela ocasião.

No dia 7 de outubro, o vendedor Carlos Henrique Sousa (foto abaixo), 20 anos, aproveitou a concentração de pessoas no ato pró-Bolsonaro para vender porta-chaves com a imagem do candidato para simpatizantes do capitão da reserva. Normalmente, ele vende o mesmo item com citações bíblicas em semáforos. Naquele sábado (6/10), ele levou 110 porta-chaves e vendeu todos, a R$ 5 cada.
Andre Borges/Especial para o Metrópoles
Andre Borges/Especial para o Metrópoles

sábado, 20 de outubro de 2018

Manifestantes voltam a protestar contra Bolsonaro pelo Brasil

MAX PEIXOTO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOAssim como ocorreu durante os atos no primeiro turno, os participantes carregavam faixas e entoavam o coro “Ele, não”
Manifestantes se reuniram na tarde deste sábado (20/10) para protestar contra o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL). Assim como ocorreu durante os atos no primeiro turno, os participantes carregavam faixas e entoavam o coro “Ele, não”, campanha que ganhou força nas redes sociais e motivou protestos em diversas cidades do Brasil e até em outros países.

As principais concentrações ocorreram em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador e Brasília. Neste domingo (21) estão programadas manifestações em todo país contra o comunismo e o retorno do PT à presidência.

Em São Paulo, a manifestação lotou o vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na avenida Paulista. A multidão chegou a extrapolar a área da praça e ocupou totalmente os dois sentidos da via, na região central da capital. Ao som de tambores, centenas de pessoas gritavam “Ele não!”, “Ele Nunca!” e “Ele Jamais”, em referência a Bolsonaro.

Faixas de diversas cores e tamanhos se posicionavam contra as declarações do presidenciável consideradas ofensivas às mulheres, aos homossexuais e negros. Também podiam ser vistas bandeiras de centrais sindicais e partidos políticos em meio à multidão.

Rio de Janeiro
Manifestantes se reuniram na Cinelândia, no Centro do Rio de Janeiro. O protesto foi organizado pelo grupo Mulheres Contra Bolsonaro e ocupou a praça em frente à Câmara Municipal.

O movimento exibia placas e cartazes de pessoas que representam a luta pelos direitos humanos. Houve homenagens à vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada em março, e ao ativista cultural negro e fundador do afoxé Romualdo Rosário da Costa, 63, o Moa do Katendê, morto em um bar de Salvador após defender seu voto em Fernando Haddad (PT) no primeiro turno.

Brasília
Na capital federal, o protesto teve faixas e gritos contra o fascismo, a ditadura e as fake news de WhatsApp. Além disso, diversos militantes usaram cartazes em favor da candidatura de Fernando Haddad e sua vice, Manuela D’Ávila (PCdoB).

O protesto começou por volta das 16h na Rodoviária do Plano Piloto, região central da capital federal. De lá, os manifestarem marcharam, pelo Eixo Monumental, até a Fundação Nacional das Artes (Funarte). A caminhada interditou três faixas de rolamento, sob escolta da Polícia Militar do Distrito Federal Segundo os organizadores, o movimentou reuniu aproximadamente 10 mil pessoas, enquanto que a PM-DF fez uma estimativa de 6 mil pessoas presentes.

Durante o ato, os manifestantes entoaram o já conhecido grito de “Ele, não” contra Bolsonaro, mas também pediram “ditadura nunca mais” e “livros, sim, armas, não”, em referências às propostas de flexibilização do Estatuto do Desarmamento, do presidenciável do PSL.

Os militantes também usaram faixas e cantos para questionar a ausência de Bolsonaro nos debates televisivos. Dirigentes de campanha do presidenciável declararam nesta semana que o candidato não irá a nenhum dos embates previstos pela emissora.

Em razão disso, em diversos dos momentos da manifestação, o grupo cantou: “O Bolsonaro, vem debater, na UTI, no hospital ou na TV”. Com camisetas e faixas vermelhas, os participantes também se manifestaram a favor de Haddad. “Eu ‘tô’ com ele, eu ‘tô’ com ela, segundo turno é Haddad e Manuela”, repetiram em coro.

A manifestação ainda teve a participação de Arlete Sampaio, deputada distrital eleita pelo PT-DF. Ela subiu ao carro de som para chamar de “aberração” a proposta de Bolsonaro de oferecer ensino fundamental à distância no País. “Estamos virando o jogo. Nós não podemos deixar o Palácio do Planalto ser ocupado pelo fascismo”, afirmou.

Porto Alegre
Em Porto Alegre, o ato ocorreu no Parque da Redenção, região central da cidade, e teve a presença da candidata a vice na chapa de Fernando Haddad.

A manifestação seguiu os moldes do ato “ele não” que ocorreu no dia 29 de setembro. A partir das 15h, pessoas ligadas a movimentos sociais e a partidos políticos falaram em cima de um carro de som. “Ele não” e “no domingo Bolsonaro vai cair” foram as palavras mais entoadas pelos presentes.

Manuela D’Ávila chegou às 17h e foi recebida com aplausos e aos gritos de “Manu no (Palácio do) Jaburu”. Em seu discurso, a deputada estadual gaúcha falou sobre as acusações de que empresas pagavam para disparar mensagens no WhatsApp contra o PT. “Nós vimos que a construção do ódio e da intolerância na sociedade brasileira, a partir das notícias falsas, tem origem no dinheiro sujo daqueles que querem que Bolsonaro seja eleito presidente”, disse

A candidata pediu para que os militantes “levem ao povo o escândalo” das mensagens e criticou Bolsonaro. “Serei resistência, levando as denuncias gravíssimas sobre esse deputado incompetente que mamou 26 anos no Congresso Nacional e nunca aprovou um único projeto”, afirmou Manuela.

Belo Horizonte
Com a maior parte formada por eleitores do PT e presença de blocos de carnaval, milhares de pessoas participaram na capital mineira da manifestação “Todos pelo Brasil”, organizada por sindicatos e representantes de partidos de esquerda e de movimentos sociais. A Polícia Militar de Minas Gerais não divulgou projeção de participantes na manifestação, que teve concentração na Praça Sete e seguiu em passeata para a Praça da Estação, ambas na Região Central de Belo Horizonte.

A maior parte das bandeiras e faixas no ato era do candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, e de movimentos sociais ligados à comunidade negra e gay.

Com o aumento do apoio de evangélicos à candidatura de Bolsonaro, cartazes com frases que remetiam a Jesus Cristo foram colocados no local de concentração da manifestação. Alguns diziam ” Jesus não apoia racismo” e “Jesus não apoia tortura”.

Salvador
Em Salvador, o ato organizado por movimentos de esquerda contou com a presença do senador eleito pela Bahia e coordenador político da campanha de Haddad, Jaques Wagner. Segundo ele, o capitão reformado do Exército “é um criminoso” e um “clássico valentão, que é retado quando está em turma, mas quando está sozinho se esconde debaixo da cama”.

Para Wagner, a campanha de Bolsonaro, denunciada por ter recebido apoio de empresários no envio de notícias falsas em massa contra o PT, “está contaminada por um crime eleitoral grave, que é o financiamento empresarial de campanha e a omissão desse gasto”.

No exterior
Brasileiros que vivem no exterior também saíram neste sábado às ruas para protestar a favor da democracia, contra o fascismo e contra a possibilidade de haver ditadura no Brasil. Com a bandeira do Brasil, cartazes, faixas e até projeção de frases de efeito, manifestantes se reuniram na Argentina, França, Holanda, Suíça, Noruega, no Reino Unido e nos Estados Unidos.

Em Amsterdã, na Holanda, uma jovem levou um cartaz escrito a mão no qual se lia: “Minha avó sobreviveu ao holocausto, por ela luto contra o fascismo Brasil”. Em Londres, no Reino Unido, os manifestantes homenagearam a vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), cujo assassinato, em março deste ano, ainda está sem solução.

O movimento Mulheres Unidas contra Bolsonaro reuniu manifestantes, em Paris, na França, com cartazes, faixas e imagens em tamanho ampliado de Manuela d’Ávila, a candidata a vice-presidente na chapa do candidato de Haddad. (Com Agência Estado e Agência Brasil)

Aplicação do Enem terá quatro horários diferentes

Horário de verão entrará em vigor no mesmo dia em que serão inciados os exames: 4 de novembro
O Ministério da Educação (MEC) alerta os estudantes inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 que a partir do primeiro dia da aplicação das provas, 4 de novembro, o país terá quatro fusos horários diferentes. Devido ao horário de verão, que entrará em vigor no mesmo dia da prova, os portões dos locais de realização do exame serão abertos e fechados em horários diferentes nos estados.
Hélvio Romero/Estadão Conteúdo
O relógio deverá ser adiantado em uma hora à meia-noite de sábado (3) para domingo (4) pelos estudantes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

Neste grupo de estados, exceto Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, a abertura dos portões dos locais das provas será às 12 horas e o fechamento, às 13h.

Para estudantes do Amapá, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, os portões serão abertos às 11h e o fechamento às 12h, seguindo o horário local.

Nos estados do Amazonas, Rondônia e Roraima, os participantes poderão ingressar nos locais de prova entre 10h e 11h, de acordo com o horário local.

Fuso do Acre
E no Acre, que tem fuso horário de três horas a menos em relação a Brasília, os portões serão abertos às 9h e fechados às 10h, também seguindo horário local.

Os cartões de confirmação da inscrição estarão disponíveis para consulta a partir da próxima segunda-feira (22), na página do participante.

No cartão, são informados os dados dos estudantes, local de prova, data e horários de aplicação da prova. A segunda etapa das provas será aplicada em 11 de novembro.

Empresários recuam em onda de apoio a Bolsonaro para não se expor

Reprodução TwitterDiscrição busca evitar impacto negativo nos negócios e falas que prejudiquem vitória
A despeito do relativo consenso do empresariado em torno da candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência, empresários que vinham se expondo publicamente ao lado do capitão reformado nos últimos meses agora decidem adotar posição mais discreta.

Meyer Nigri, acionista da construtora Tecnisa; Flávio Rocha, da rede de moda Riachuelo; Sebastião Bomfim, da varejista esportiva Centauro; e Salim Mattar, da locadora Localiza; são alguns dos que passaram a lidar com o tema com cautela, apesar de terem acenado a Bolsonaro durante a campanha em diferentes graus de entusiasmo.

O recuo é apenas formal, não significa que decidiram anular ou guinar seus votos para Fernando Haddad, até porque um dos principais fatores que os aglutina com Bolsonaro é o temor de que o PT, se eleito, possa derrubar a reforma trabalhista.

Trata-se agora de uma discrição, muito parecida com o que levou a equipe de campanha de Bolsonaro a rejeitar a participação em debates e cercear as falas do assessor econômico Paulo Guedes e do vice Hamilton Mourão. A poucos dias da previsível vitória, com a liderança disparada do candidato nas pesquisas eleitorais, o que se quer evitar são declarações despreparadas que possam atrapalhar o candidato.

Alguns afirmam que se precipitaram ao vir a público desde o início da campanha manifestando apoio a Bolsonaro sem medir as consequências. Outras motivações para a discrição atual variam desde uma preocupação com a segurança da família até o receio de perder vendas diante da violenta polarização no país.

A falta de clareza nas propostas e o desafino de Bolsonaro em questões caras ao setor produtivo, como Previdência e privatizações, já alimentam o receio de que aliar o nome, com muita assertividade, ao do candidato pode gerar cobranças em caso de eventuais fracassos de um futuro governo.

Mulheres marcham contra Bolsonaro no centro de Brasília

Ricardo Botelho/Especial para o MetrópolesEvento deste sábado reuniu brasilienses de todas as idades, no Eixo Monumental. No domingo, apoiadores farão ato diante do Congresso
Brasilienses de todas as idades tomaram a região central de Brasília na tarde deste sábado (20/10), na 2ª Marcha de Mulheres do DF contra Jair Bolsonaro, o candidato do PSL à Presidência da República e líder nas pesquisas de intenção de votos para o segundo turno da corrida eleitoral. O ato começou às 15h, na Rodoviária do Plano Piloto e, por volta das 16h15, as participantes se dirigiram em passeata até a Funarte, no Eixo Monumental.

Segundo a Polícia Militar, quando as manifestantes começaram a se deslocar, o evento contava com cerca de mil participantes. De acordo com os organizadores, 5 mil tinham aderido à marcha. Cobrando atenção aos direitos das mulheres – em cartazes, faixas, camisetas e pinturas corporais –, as brasilienses também portavam bandeiras de vários partidos, como PT, PSol, PSTU e Rede.

“Estamos aqui contra o fascismo, contra o atraso. Vamos dizer não para a intolerância que avança célere sobre nós”, disse uma das organizadoras, do alto do carro de som. A coordenação do evento distribuiu adesivos para as participantes, com o mote Ele não.

“Decidi participar porque é um momento muito decisivo, não só em relação à nossa ideologia, mas também para a democracia. Acredito que todos nós temos uma responsabilidade social e não podemos ficar na neutralidade. Eu escolho, mesmo cansada do PT, apoiá-los [a chapa encabeçada do petista Fernando Haddad e da comunista Manuela D’Ávila]. Bolsonaro não”, pontuou a estudante Júlia Eduarda Batista, 19 anos. Ela foi ao ato acompanhada pelas amigas Larissa Borges de Oliveira, 20, e Sarah Urani de Oliveira, 19.
Homens participaram
Mulheres contra Bolsonaro Bsb
Alguns homens também aderiram à manifestação. O servidor público Gilmar Dominici, 58 anos, afirmou participar do ato por não aceitar que Bolsonaro assuma o Palácio do Planalto. “Estou aqui porque conheço a história do Brasil. Os menos favorecidos são os que mais sofrem. Sei do risco que o nosso país está correndo e vou defender a democracia”, afirmou.

“Essa é a hora. Estamos travando um debate nacional para preservar os direitos mais importantes de todo cidadão. Um momento de refletir e dizer não à intolerância. Queremos mais amor e menos ódio”, comentou o também servidor Ademário Nogueira, 54.

Neste domingo (21), será a vez dos apoiadores de Jair Bolsonaro se manifestarem, em ato previsto para 9h, no gramado em frente ao Congresso Nacional.

Confira mais imagens do ato deste sábado:
Mulheres contra Bolsonaro Bsb

Documento confirma oferta ilegal de mensagens por WhatsApp na eleição

Proposta não aceita pela campanha de Alckmin pediu R$ 8,7 mi por disparos via aplicativo
Trocas de emails e a proposta de um contrato obtidas pelo jornal Folha de S.Paulo, neste sábado (20/10), confirmam a oferta de disparos em massa por WhatsApp a campanhas políticas, utilizando base de usuários de terceiros, em desacordo com a lei eleitoral.

A Croc Services formalizou proposta de R$ 8,7 milhões à campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência da República, usando nomes e números de celulares obtidos pela própria agência, e não pelo candidato.
A oferta de contrato da empresa, com data de 30 de julho e obtida pela Folha, cita opções diversas de disparos de mensagens por WhatsApp, com pagamento a ser feito até três dias antes da ação.

Marcelo Vitorino, coordenador da área digital da campanha de Alckmin, afirma que a campanha não comprou a opção de serviço usando base de terceiros, mas apenas com a lista de telefones de militantes e membros do PSDB e de apoiadores que forneceram dados nas redes do candidato, o que não é ilegal. Ele desembolsou R$ 495 mil pelos disparos, a R$ 0,09 cada um.

Pedro Freitas, sócio-diretor da Croc, afirmou não saber que a prática era ilegal. Ele disse que só prestou serviços para a campanha de Romeu Zema (Novo) ao governo de Minas, que gastou R$ 365 mil, e de Alckmin, com a base fornecida pelos partidos. Zema também diz que só comprou serviços com dados próprios.

Freitas disse ter uma base própria de usuários acumulada ao longo dos anos. Ele presta serviços ao setor privado. “Se as campanhas compraram a base de alguém eu não sei, mas o fato é que me mandaram a lista de telefones”, afirmou.

Grande operação
A Folha revelou na quinta-feira (18) que empresas compraram pacotes de disparos em massa de mensagens contra o PT no WhatsApp e preparavam uma grande operação na semana anterior ao segundo turno da eleição.

Entre elas estaria a Havan, do empresário Luciano Hang, que nega ter pago a agências por esses disparos e afirmou que vai processar a Folha.

A prática é considerada ilegal, pois se trata de doação de campanha por empresas, vedada pela lei, e não declarada.

Além disso, a reportagem mostrou que agências ofereciam às campanhas listas de telefones de WhatsApp segmentados por região geográfica e, às vezes, por renda.

Investigação
Após a reportagem, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu ação para investigar a compra de disparos em massa e a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu à Polícia Federal inquérito para apurar o caso. Ele foi aberto neste sábado (20), visando investigar mensagens em redes sociais tanto da campanha de Jair Bolsonaro (PSL) como de Fernando Haddad (PT).

Além disso, o WhatsApp baniu contas associadas às quatro agências citadas na reportagem, Quickmobile, a Yacows, Croc Services e SMS Market, e enviou notificação extrajudicial para que elas parem de enviar textos em massa e usar números obtidos a partir de base de terceiros.

O aplicativo também anunciou que baniu 100 mil usuários no Brasil nesta semana para conter desinformação, spam e notícias falsas. Flávio Bolsonaro, filho do presidenciável, teve a conta suspensa. Depois, recuperou o número.

A compra de serviços de disparo de WhatsApp por empresas para favorecer um candidato configura doação não declarada, além de vir de pessoa jurídica, o que é vedado.

Abuso de poder econômico
Com isso, pode-se também incorrer no crime de abuso de poder econômico e, caso se considere que teve influência determinante, pode levar à cassação da chapa, caso o candidato esteja ciente.

Bolsonaro afirmou na quinta não ter “controle se tem gente fazendo isso”. Neste sábado, reafirmou não ter vínculo com as ações promovidas em disparos de WhatsApp contra o PT: “Eu não tenho nada a ver com isso”, garantiu.

O presidente do PSL, Gustavo Bebianno, disse que a reportagem da Folha é “fake news”. Neste sábado, afirmou ter pedido à PGR que apure o teor “até o último momento, de forma conclusiva, porque o PT tem a mania de acusar os outros daquilo que ele faz”, reforçou.

Metrópoles

Eleitores duelam no Twitter com hashtags #BolsonaroSim e #BolsonaroNão

Resultado de imagem para TwitterApoiadores e pessoas contrárias à candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência da República promoveram um embate de hashtags no Twitter neste sábado (20/10). Publicações com #BolsonaroSim e #BolsonaroNão ficaram entre as mais comentadas na rede social. Fernando Haddad (PT), inclusive, entrou na onda e escreveu postagens utilizando a hashtag contra seu adversário.

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Denúncia sobre WhatsApp abala imagem de Bolsonaro no Twitter

iStockCandidato do PSL desfrutava de vantagem em menções positivas e passou a sofrer rejeição. A hashtag mais usada foi #Caixa2doBolsonaro
As denúncias sobre contratação de serviços de divulgação em massa de conteúdos via whatsApp mudaram o desempenho do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, no Twitter, ao longo dessa quinta-feira (18/10).

As acusações foram publicadas pelo jornal Folha de São Paulo. As mensagens divulgadas, de acordo com o jornal, tinham por objetivo prejudicar a campanha do candidato petista, Fernando Haddad.

Durante todo dia, a hashtag #Caixa2doBolsonaro foi a mais mencionada nas redes sociais, de acordo com levantamento feito pela empresa AP/Exata, especializada neste tipo de medição.

No meio da tarde, nos tuítes geolocalizados em 145 municípios de vários estados brasileiros, a hashtag foi mencionada 3.545 vezes. A segunda mais apontada foi  #bolsonaro, com 1.334 menções, ou seja, uma diferença de 265,7%.

Confira as medições abaixo:


Fonte: AP/Exata
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FONTE: AP/EXATA
Outro impacto importante no desempenho de Bolsonaro na rede social é o crescimento de referências negativas ligadas ao seu nome.

“Desde o início da semana, ele estava se destacando, tendo mais menções positivas que negativas. O número de apontamentos negativos está avassaladoramente maior [após a divulgação do caso] que o número de menções positivas”, observou o diretor da empresa, Sérgio Denicoli. Confira no gráfico abaixo.

“Não se sabe se isso irá perdurar, mas é certo que está impactando negativamente a campanha do Bolsonaro”, observou o especialista.
Fonte: AP/ExataPin this!
FONTE: AP/EXATA

Noivos chegam em casa depois da festa de casamento e residência está invadida pela ex

O noivo já estava separado da ex-mulher desde 2013, porém, no dia do casamento, ela resolveu invadir a casa dele
Um casal teve uma surpresa nada agradável ao chegar em casa no fim da noite desse domingo (14), logo depois da festa de casamento dos dois, e encontrar a casa em que morariam invadida pela ex-mulher do noivo. O caso aconteceu no Bairro Cristo Rei, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.

A festa de casamento durou cerca de sete horas – das 4h da tarde até as 11 horas da noite. Ao final, os recém-casados foram para a casa que agora seria dos dois.

Porém, ao chegar ao local, o portão estava fechado com um cadeado novo, na garagem havia um veículo Fiat Pálio prata e, em cima da calçada, um veículo Kia Soul, também prata, impedindo a entrada de outros veículos.

A surpresa maior veio quando os noivos, ambos de 37 anos, entenderem o que estava acontecendo. Conforme o boletim de ocorrência, a ex-mulher do noivo, de 34 anos, da qual ele havia separado em 2013, havia invadido a casa.

Quando o casal chegou, ela saiu na porta da casa e disse que estava aguardando sua irmã, que é advogada, chegar ao local. A Polícia Militar foi acionada e aguardou a advogada por cerca de 30 minutos.

A mulher chegou e disse que a irmã dela não sairia da casa e nem era obrigada a ir para a delegacia.

Não consta no boletim de ocorrência se a ex-mulher tem direito à casa em que os recém-casados morariam, mas todos os pertences dos dois – inclusive móveis e as malas prontas para a viagem de lua de mel, em Maceió (AL), estavam dentro da casa.

Os noivos foram encaminhados para a delegacia para registrar a ocorrência. A ex ficou na casa.

O casal viajaria para a lua de mel às 4 horas desta segunda-feira (15) e o boletim foi registrado às 03 horas, como “constrangimento ilegal e violação de domicílio”.

Na manhã desta segunda-feira (15), o casal, que precisou adiar a lua de mel, e a ex-esposa estão na Central de Flagrantes de Várzea Grande prestando esclarecimentos ao delegado plantonista.

Por Karina Cabral - O Livre

Empresário envolve governador de MT em esquemas de corrupção e Caixa 2

Eleito governador de Mato Grosso empunhando a bandeira do combate à corrupção, Pedro Taques (PSDB) teria montado um esquema de desvios de dinheiro público ainda na campanha eleitoral de 2014, e que teria reflexos logo no primeiro ano de governo, em 2015. Detalhes do esquema vieram a público nesta sexta-feira (19), com o fim do sigilo da delação do empresário Alan Ayoub Malouf, homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em abril.

“Alan Malouf revelou dados de um esquema complexo de arrecadação de verbas para campanhas eleitorais, notadamente para a formação de ‘caixa 2’ para a campanha eleitoral de Pedro Taques”, afirma a procuradora-geral da República Raquel Dodge em petição endereçada, no início deste ano, à então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármem Lúcia.

Segundo a delação, além de dar um “retorno” àqueles que ajudaram a pagar a milionária campanha de Taques, o objetivo dos organizadores do esquema era quitar dívidas da campanha eleitoral vitoriosa do deputado federal Nilson Leitão (PSDB-MT), em 2014, e ainda “retirar um mensal por fora”. Leitão hoje é líder do PSDB na Câmara Federal e foi candidato a senador derrotado em 2018.

A ideia dos articuladores era muito simples: empresários que deram dinheiro para a campanha eleitoral teriam contratos com o governo Taques a partir do ano seguinte, ou receberiam o dinheiro de volta por meio de esquemas, como o descoberto na Operação Rêmora, que fraudou licitações para construção e reforma de escolas públicas.

A operação foi conduzida em 2016 pelo Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual, quando “apenas” cerca de R$ 400 mil haviam sido desviados. A investigação levou à prisão do ex-secretário de Educação Permínio Pinto (PSDB) e culmina agora na delação de Alan Malouf.

“Alan Malouf afirma que o esquema de desvios de verbas públicas, por meio de fraudes a licitações, teve início com a nomeação de Permínio Pinto na Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Acrescenta que o responsável pela indicação do secretário e beneficiário do esquema seria o deputado federal Nilson leitão”, diz a procuradora.

Alan Malouf, que na delação diz que exercia a função de “tesoureiro informal” da campanha de Pedro Taques, diz que os “empresários-amigos” do futuro governador eram Marcelo Maluf, Erivelton Gasques, Fernando Minosso, Juliano Bortoloto e Eraí Maggi, este último primo do ministro da Agricultura Blairo Maggi (PR).

“Os simpatizantes ainda tinham o encargo de arregimentar outros empresários dos setores de atuação”, narra a delação.

Empréstimos consignados
Além do desvio de dinheiro para escolas estaduais, a delação aborda outros esquemas relacionados à formação do caixa 2 da campanha de Pedro Taques a governador, em 2014. Segundo Malouf, uma das empresas que doou ilegalmente para a campanha, em troca de manutenção do contrato no governo Taques, foi a Consignum.

A empresa gerencia margem de empréstimos consignados aos servidores estaduais e foi alvo da Operação Sodoma, que desmantelou esquema montado no governo anterior. Willians Mischur, o proprietário, confessou que pagava pelo menos R$ 500 mil por mês em propina ao ex-governador Silval Barbosa e sua cúpula para manter o contrato.

Malouf disse que o empresário doou R$ 900 mil à campanha de Taques, dos quais R$ 500 mil foram pagos em espécie a Paulo Zamar Taques, primo do governador, e R$ 400 mil por meio de cheques. O contrato prosseguiu por 20 meses do atual governo antes de ser substituído por um sistema do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), que não traz custo ao Estado.

A delação de Alan Malouf, obtida em primeira mão pelo LIVRE, tem 20 anexos, cada um relatando um suposto episódio do esquema fraudulento.

O fim do sigilo da delação foi decretado pelo ministro Marco Aurélio de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Outro lado
O governador Pedro Taques, por meio de nota, nega a prática de caixa 2 em sua campanha de 2014, além de ressaltar que não é réu na Operação Rêmora e que terá direito a ampla defesa nos autos.
Veja na íntegra a nota encaminhada ao LIVRE.
“Conforme já declarado desde 2016, o governador Pedro Taques nega a prática do chamado “Caixa 2” em sua campanha eleitoral ao Governo de Mato Grosso em 2014 e tampouco autorizou vantagens indevidas a qualquer empresa durante o exercício do mandato. Apesar de citado por delator em acordo de delação premiada, Taques não é réu no processo da chamada “Operação Rêmora” e terá direito a ampla defesa nos autos. O governador já constituiu advogados para atuar no processo e garantir que a verdade prevaleça”.

Fonte: O Livre

Haddad pede “gás” a apoiadores e diz que voto em Bolsonaro é “delírio”

GABRIELA BILÓ/ESTADÃO CONTEÚDO
Candidato do PT participou de homenagem à vereadora Marielle Franco, assassinada a tiros em março no Rio de Janeiro
Em visita ao Rio de Janeiro nesta sexta-feira (19/10) o presidenciável Fernando Haddad (PT) convocou seus apoiadores a seguir tentando reverter os votos de Jair Bolsonaro (PSL), dizendo que a opção eleitoral pelo capitão da reserva é “delírio demais”.

“Nós temos condição de ganhar essa eleição e evitar que o Brasil assuma uma aventura. Colocar uma pessoa que durante 28 anos fez o papelão que fez no Congresso Nacional…. Vamos dar a 12ª economia do mundo para o Bolsonaro administrar? Precisamos gerar emprego a partir do dia 1º de janeiro”, afirmou o petista, pedindo “gás” à militância na reta final da campanha.

“Dia 28 está aí. Vamos trabalhar duro para convencer as pessoas que estão indo para o caminho errado. Todo mundo às vezes pode se iludir a respeito das pessoas. (Bolsonaro) é delírio demais, isso vai nos levar para o inferno”, disse Haddad. Ele discursou no Buraco do Lume, no centro da capital fluminense, tradicional espaço de prestação de contas de parlamentares do PSol, ao lado dos deputados eleitos Marcelo Freixo e Eliomar Coelho.

Eles seguravam uma placa de rua em homenagem à vereadora do PSol Marielle Franco, assassinada a tiros em março no Rio de Janeiro. O crime, político, segundo a polícia, até hoje não foi esclarecido. Haddad posou com a placa; antes, lembrou que uma daquelas foi destruída antes do primeiro turno por Rodrigo Amorim (PSL), eleito em 7 de outubro deputado federal.

Haddad criticou o fato de Jair Bolsonaro não ter condenado o gesto agressivo do correligionário. “Debochar da memória da Marielle é uma coisa muito grave”, declarou o petista, pontuando que “pela omissão e silêncio, (Bolsonaro) validou o ato de violência”.

Estadão Conteúdo

PF vai apurar denúncia de PMs sobre suspeita de fraude em urna

Hugo Barreto/Metrópoles
Inquérito foi aberto nesta sexta (19/10). Os militares gravaram vídeo relatando problemas na coleta e no envio de dados dos equipamento
A Polícia Federal decidiu abrir inquérito, nesta sexta-feira (19/10), para investigar denúncia de dois policiais militares do Distrito Federal sobre suspeitas de fraude em urnas eletrônicas. Em vídeo que circulou nas redes sociais no primeiro turno, em 7/10 (veja abaixo), os sargentos Hércules e Ivomar aparecem na frente da sede da Superintendência da PF.

Na gravação, os militares dizem que acompanhavam um representante do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para denunciar problemas na coleta e no envio dos dados dos equipamentos. “A urna que deveria estar zerada já veio com a suspeita de ter votos impressos nela”, disse Ivomar. “A situação é um pouco mais grave do que se imagina”, completou Hércules.
Veja o vídeo divulgado pelos policiais militares:
No último dia 11, a Procuradoria Regional Eleitoral no DF, do Ministério Público Federal, requisitou instauração de inquérito policial eleitoral para investigar todos fatos que envolvem a gravação do vídeo.

De acordo com o procurador regional eleitoral, José Jairo Gomes, é preciso “apurar todos os aspectos do episódio, de modo a garantir a segurança do processo eleitoral, notadamente por meio de informações corretas e sem qualquer conotação eleitoreira”.

Para o membro do MP, as “referidas autoridades divulgaram nas redes sociais, de forma açodada e sem qualquer embasamento técnico, informações relativas à suposta ocorrência de fraude no sistema eletrônico de votação”.
O procurador alerta que o argumento de fraude pode constituir campanha para um dos candidatos à Presidência da República. José Jairo Gomes destaca que a legislação prevê como crime a divulgação de qualquer espécie de propaganda no dia da votação. Aponta, ainda, o artigo 296 do Código Eleitoral, que também penaliza o ato de “promover desordem que prejudique os trabalhos eleitorais”.

Procurada pelo Metrópoles, a assessoria de comunicação da PMDF informou que a corporação abriu inquérito policial para apurar o fato.

Dodge pede que PF investigue divulgação de fake news por WhatsApp

Michael Melo/MetrópolesPara procuradora-geral da República, prática fere a legislação eleitoral e deve ser apurada também sob a ótica criminal
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge (foto em destaque), requisitou à Polícia Federal (PF) a instauração de inquérito para apurar se empresas de tecnologia da informação têm disseminado, de forma estruturada, mensagens em redes sociais referentes aos dois candidatos que disputam o segundo turno das eleições para presidente da República. O pedido foi em ofício enviado na noite desta sexta-feira (19) ao ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann.

No documento, Raquel Dodge informa que os fatos mencionados em reportagens jornalísticas já motivaram a abertura de procedimento apuratório pela Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE), da qual ela também é procuradora-geral. Destaca ainda que o objetivo é verificar a existência de eventual utilização de esquema profissional por parte das campanhas, com o propósito de propagar notícias falsas.
Confira íntegra abaixo:

No entanto, conforme destaca Raquel Dodge, a situação também exige ser apurada sob a ótica criminal. Segundo a procuradora, o uso especializado e estruturado de logística empresarial para a divulgação em massa de informações falsas configura o tipo penal previsto no artigo 57-H, parágrafo 1º, da Lei 9.504/1997, com redação dada pela Lei 12.891/2013.

Para Raquel Dodge, o uso de recursos tecnológicos para propagar informações falsas ou ofensivas à honra e à imagem dos dois candidatos pode interferir na opinião de eleitores. Segundo ela, esse fato “afronta a integridade das eleições e é uma nova realidade mundial que exige investigação com a utilização de um corpo pericial altamente gabaritado e equipamentos adequados para se identificar a autoria e materializar a ocorrência desse novo formato de crime”. A procuradora-geral complementa que a prática tem “alta potencialidade lesiva”.

O caso
As denúncias sobre contratação de serviços de divulgação em massa de conteúdos via WhatsApp, favoráveis ao candidato à Presidência da República pelo PSL Jair Bolsonaro e contrários ao adversário Fernando Haddad (PT), foram publicadas na quinta-feira (18/10) pelo jornal Folha de São Paulo.

Segundo a apuração, empresários apoiadores de Bolsonaro teriam assinado contratos de até R$ 12 milhões com empresas especializadas na prática. Um dos apoiadores seria Luciano Hang, da rede de varejo catarinense Havan – acusado na Justiça do Trabalho de coagir funcionários a votarem em Bolsonaro. (Com informações da PGR)

Por ANA HELENA PAIXÃO