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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Bebê de quatro meses é vítima de erro médico

A família viveu dias de desespero ao ver o sofrimento da pequena Maria Eduarda dos Santos Brito, com quatro meses de vida. Após um acidente em casa, em que a mãe escorregou e caiu no chão com a bebê, o pesadelo começou. Seis dias após o primeiro atendimento feito no Hospital Distrital Edmílson Barros de Oliveira, o Frotinha da Messejana, a criança não parava de chorar. Sem entender o motivo os pais retornaram ao hospital. Chegando à unidade, a criança foi atendida por outro médico que detectou que a bebê estava com o fêmur quebrado e só então fez o procedimento correto.
O advogado Tobias Neves, membro da Comissão de Saúde da OAB-CE, explicou que existe uma diferença entre erro médico e ato médico de acordo com a legislação, mas neste caso foi um erro médico. O pai de Maria Eduarda, Maxidônio dos Santos Brito, por enquanto fez apenas um Boletim de Ocorrência, mas a Defensoria Pública esclareceu que é preciso entrar com uma ação na Justiça para pedir uma indenização.
Procurada, a Secretaria Municipal de Saúde informou que será instaurado um processo administrativo para averiguar o caso e tomar as providências necessárias.
Entenda

Em 12 de janeiro, a criança foi levada para o hospital após cair do colo da mãe, que se desequilibrou ao pisar em um brinquedo no chão. A mãe não sofreu nada, mas a filha não parava de chorar. Maria Eduarda foi atendida por uma médica, que realizou exames e logo pediu para engessar, com uma espécia de pala, a perninha da recém-nascida, além disso, passou algumas medicações para acompanhamento no tratamento em casa. 
Exame realizado em Maria Eduarda. (Foto: Arquivo pessoal)
Feito isto, os pais foram para casa mais aliviados. No entanto, a criança continuava a chorar e eles também perceberam que a perna da criança começou a ficar inchada. Mais uma vez a família buscou atendimento médico no Frotinha da Messejana. Chegando ao local, no dia 17 de fevereiro, eles foram atendidos por um médico que realizou exames na criança e constatou que o atendimento da primeira médica teria sido errôneo. Ele passou suspensórios para a garotinha utilizar, já que ela quebrou o fêmur. 
Além disto, o gesso que estava na perninha da criança não estava colocado na área onde o osso quebrou, ocasionando o inchamento.
Com CNews

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