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sexta-feira, 24 de março de 2017

Cerca de 120 pessoas aguardam atendimento em corredor do HGF

Resultado de imagem para SOS SAÚDE
Sindicato dos Médicos acusa o Governo do Estado de negligência e imagens obtidas com exclusividade revelam o caos dentro da unidade
O cenário lembra um hospital de um país em guerra ou atingido por algum desastre. Mas no Hospital Geral de Fortaleza, a tragédia é diária. A câmera percorre vários corredores da unidade onde é possível ver macas por todos os lados. Os acompanhantes aguardam em pé ou em cadeiras de plástico. As imagens foram registradas esta semana. Segundo o denunciante, que teve a identidade preservada, neste dia, existiam 120 pacientes amontoados nos corredores do HGF e apenas três médicos se revezando no atendimento de toda essa gente.
A fila de macas nos corredores existe há, pelo menos, dois anos mas nos últimos meses têm ganhado proporções nunca antes vistas. “Agora tem maca nos dois lados do corredor. Tem gente em frente ao registro de ponto, ao lado do caixa eletrônico. É um verdadeiro caos”, diz Mayra Pinheiro, presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará.
No último final de semana, a família de um paciente se revoltou com a situação e retirou o idoso do hospital. O homem só conseguiu atendimento na segunda-feira (20), mas não resistiu e faleceu nesta quarta-feira (23). O idoso, que tinha hipertensão e diabetes, apresentou complicações no estado de saúde. 
A dona de casa Maria Inês está prestes a fazer o mesmo com a mãe que está internada no corredor da unidade após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC), além de apresentar quadro de pneumonia e insuficiência renal. “Minha mãe tá lá jogada num corredor desde terça-feira. O médico passa lá uma vez por dia e olhe lá. Se é pra morrer aqui, a míngua, eu prefiro levar ela pra casa onde ele vai ser tratada bem melhor”, explica Maria Inês.
Pacientes que não tem o direito a atendimento médico adequado atendido são rotina no núcleo de saúde da Defensoria Pública do Ceará. “A gente recebe de 30 a 40 pessoas por dia procurando atendimento relacionado a exames, consultas, cirurgias. Que elas não conseguiram realizar e a gente tenta por meio administrativo ou judicial encontrar uma solução”, conta Nelie Marinho que é defensora pública.
O órgão já realizou vistorias e notificou o Estado sobre o problema várias vezes mas, até agora, poucas providências foram tomadas. “Ano passado nós realizamos uma visita, enviamos o relatório para o governo do estado e, agora, estamos organizando mais uma audiência pública pra debater essa situação”, explica a defensora.

Quem precisa de atendimento e quem trabalha na unidade não suporta mais tanto sofrimento. “Quando o familiar tira o seu parente do hospital, é sinal de que a população perdeu totalmente a confiança no poder público. Não é possível mais que a gente aceite essa situação de descaso do estado com a saúde do povo”, reclama a presidente do Sindicato dos Médicos.
Em nota, a Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa), manifestou-se sobre o assunto. Leia: 
“O Hospital Geral de Fortaleza (HGF) garante atendimento a pacientes da capital e do interior do Ceará, como também de outros estados, em 63 especialidades e subespecialidades. O HGF tem perfil terciário e é referência nos cuidados em patologias de alta complexidade, como Acidente Vascular Cerebral (AVC). O hospital recebe casos em que o tempo de atendimento é fundamental para salvar vidas e minimizar eventuais sequelas.
Na emergência, o acolhimento do paciente é feito de acordo com classificação de risco, que organiza o fluxo de atendimento conforme os casos de urgência e emergência, os quais são priorizados. Uma equipe de oito a dez médicos, dependendo do turno, se reveza na urgência clínica e cirúrgica do hospital.
A Secretaria da Saúde do Estado divulga diariamente, com transparência, a tabela de atendimentos dos hospitais que integram a rede pública do Governo do Estado. Na tabela, estão os números de cirurgias realizadas, internações, altas hospitalares, total de pacientes atendidos na emergência e pacientes que recebem atendimento extraleito. A divulgação é publicada no site da Sesa. De zero hora de quarta, 22 de março, até zero hora de hoje (23), 149 pessoas tiveram atendimento extraleito, com cuidados de especialistas, medicação e exames”.
Com CNews
FotoS: WhatsApp/TV Cidade

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