Pages

Subscribe:

About

sexta-feira, 24 de março de 2017

Chapa Dilma-Temer – Delator diz que comprou tempo de TV

Em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 6 de março, o ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, Alexandrino Alencar, disse que a empreiteira pagou um total de R$ 21 milhões em dinheiro em espécie a três partidos para comprar tempo de TV para a chapa de Dilma Rousseff-Michel Temer em 2014. O dinheiro, proveniente de caixa 2, foi entregue em hotéis e flats, afirmou o colaborador.
Alexandrino relatou que a empreiteira pagou R$ 7 milhões para cada um desses três partidos: PROS, PCdoB e PRB, em um total de R$ 21 milhões. Ontem, a reportagem obteve a íntegra do depoimento.
Questionado pelo ministro Herman Benjamin se havia ficado claro os termos do pedido, Alexandrino foi categórico. “Sim, para a compra dos partidos. Era claramente uma compra do tempo de TV, que, se não me engano, isso deu, aproximadamente, 1/3 a mais de horário de TV para a chapa”, declarou.
Sobre o caso, Dilma disse ontem que a vida pública da petista é “limpa e honrada”. O PRB disse não ter recebido caixa 2, propina, ou “recurso de qualquer origem ilícita” para apoiar a chapa Dilma-Temer. O PCdoB informou que o apoio à candidatura de Dilma em 2014 se deveu a “identidade de projetos político-ideológicos”. Nenhum representante do PROS foi localizado
Marcelo Odebretch
Ontem, também veio à tona a íntegra do depoimento de Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empresa, ao TSE, no qual ele afirmou que “inventou” a campanha de reeleição da presidente cassada Dilma Rousseff, em 2014. As declarações constam do depoimento prestado pelo executivo, no dia 1.º deste mês, na ação que pede a cassação da chapa de Dilma e de seu vice à época, o presidente Michel Temer, por suposto abuso de poder político e econômico. Na quarta-feira, 22, o ministro Herman Benjamin, responsável pelo processo, entregou um relatório parcial do processo aos integrantes da corte.
O conteúdo do documento foi relevado ontempelo blog O Antagonista. O juiz-auxiliar da Corregedoria Geral da Justiça Eleitoral Bruno César Lorencini mandou instaurar procedimento interno para investigar o vazamento dos depoimentos sigilosos de Marcelo Odebrecht e Alexandrino Alencar. Ele atendeu a pedido da presidente cassada.
No depoimento, Marcelo disse também que a presidente cassada tinha conhecimento do pagamento de despesas de campanha com recursos de caixa 2. “A campanha presidencial de 2014, ela foi inventada primeiro por mim, tá?”, disse Marcelo ao ser questionado sobre sua relação com a campanha de reeleição de Dilma. “Eu não me envolvi na maior parte das demais campanhas, mas a eleição presidencial foi (atuante). Os valores (de doações) foram definidos por mim”, afirmou o empresário, preso em Curitiba desde junho de 2015,. O empreiteiro afirmou que a presidente cassada nunca lhe pediu nada diretamente, mas ela tinha conhecimento dos pagamentos via caixa 2.
A assessoria de imprensa de Dilma afirmou, em nota, que ela “não tem e nunca teve qualquer relação próxima com o empresário Marcelo Odebrecht”. O texto afirmou ainda que Dilma “sempre manteve uma relação distante do empresário, de quem tinha desconfiança desde o episódio da licitação da Usina de Santo Antônio”.
Procurada, a assessoria de imprensa do PT informou que não comentaria vazamento. A Odebrecht informou que “não se manifesta sobre o teor de eventuais depoimentos de pessoas físicas”.
Agência Estado

0 comentários:

Postar um comentário