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sábado, 11 de março de 2017

Empresária do Ceará engana mais de 500 em fraude com "consórcio"

Uma operação policial em Ubajara, no interior do Ceará, prendeu preventivamente uma comerciante na manhã desta sexta-feira (10) suspeita de fraude em um esquema de suposto "consórcio" de motos que funcionava como "pirâmide financeira", conforme a delegacia municipal.
A empresária deixou de entregar as motos para os sorteados e também para as pessoas que concluíam os pagamentos do consórcio ao fim do prazo. A polícia, que investiga o caso como crime de estelionato, estima que cerca de 500 pessoas foram vítimas nos últimos quatro anos.
O delegado Rubani Pontes Filho explica que, inicialmente, duas sócias eram responsáveis pelos trabalhos. "Elas faziam grupos do consórcio, as pessoas davam o dinheiro, e elas davam as motos. A pessoa pagava durante 48 meses. Num sorteio, se a pessoa tivesse pago apenas um mês e fosse contemplada, o restante do grupo custeava. Há uns dois anos, as sócias romperam, e o consórcio foi ficando sem grupos novos e sem dinheiro para honrar os grupos antigos", descreve o delegado.
Apesar disso, a empresária que permaneceu no esquema continuou a receber o dinheiro dos grupos mais antigos. "Mas não entregava as motos para os sorteados nem para os que concluíam o pagamento dos 48 meses", explicou o investigador. As vítimas, que são de Ubajara e já foram ouvidas, denunciaram a fraude à polícia.
A comerciante está presa em casa por questões de saúde, explicou o delegado. A mulher ainda será ouvida pela polícia.
A operação também cumpriu mandados de busca e apreensão de documentos e objetos na casa da empresária e na casa da mãe dela. A polícia ainda vai fazer um levantamento dos valores dos pertences apreendidos, e que serão encaminhadas ao poder judiciário.
"São objetos da loja de peça de motos que ela tem e foram encontrados na casa da mãe dela, servindo de depósito. Peças, capacetes, pneus. Ela estava enganando as pessoas, dizendo que não tinha nada dentro da loja, e estava guardando objetos na casa da mãe. Incluindo objetos de pessoas onde se constata pirâmide financeira", afirmou o delegado.
G1

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