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terça-feira, 7 de março de 2017

Justiça decreta falência do Parque Recreio e prisão do dono

A Justiça decretou, ontem prisão preventiva de Genil Araújo Camelo, proprietário do Parque Recreio, e falência do Grupo. O empresário é acusado de movimentar o patrimônio da L.D Comércio, pertencente ao Grupo, cujos bens estão bloqueados judicialmente para pagar funcionários e credores da empresa falida. A decisão foi proferida pelo juiz Cláudio de Paula Pessoa da 2ª Vara de Recuperação e Falências do Poder Judiciário do Estado do Ceará, localizada na Comarca de Fortaleza, no Fórum Clóvis Beviláqua.
Quando foi decretada a falência do Free Shop Parque Recreio, no bairro Papicu, no dia 20 de fevereiro, os sócios do Grupo foram afastados da administração da empresa, correspondente à L.D Comércio, e o juiz determinou um administrador judicial para ficar à frente do Free Shop. O administrador é responsável por arrecadar, avaliar o patrimônio, para que este seja levado a leilão, cujo dinheiro será utilizado para pagar os credores.
No dia 24 de fevereiro, o administrador, acompanhado de oficial de justiça, presenciou o patrimônio do Free Shop do Papicu sendo levado em caminhão. Ao questionar os funcionários e motoristas, descobriu que os materiais estavam sendo levados para o Parque Recreio da avenida Rui Barbosa. Conforme processo, ao qual O POVO teve acesso, as pessoas afirmaram que os produtos estavam sendo levados a pedido do senhor Genil e que na noite anterior, 23, mercadorias já haviam sido movimentadas. O que pôde ser comprovado nas filmagens do estabelecimento.
Verificou-se ainda, que todas as empresas do Grupo, além da L.D Comércio, misturavam patrimônio e tinham o mesmo endereço registrado na Junta Comercial do Estado do Ceará (Jucec), apesar de estarem localizadas em locais diferentes.
Decisão
Foi então que o juiz proferiu em decisão, que consta no processo, bloquear o patrimônio das empresas da marca Parque Recreio, estendendo falência a todas elas, que são as seguintes: MKG Alimentos LTDA; GAC Importações e Exportação LTDA; União Bares e Restaurantes e Churrascaria LTDA; e Maria Wuela Sousa Cunha (Wiskeria).
Verificou-se ainda, que a empresa estava vendendo patrimônio para ficar com o dinheiro. O POVO apurou que o Free Shop Parque Recreio da Rui Barbosa estava vendendo seus produtos com até 70% de desconto. Um uísque de 20 anos, com preço de R$ 900, estava sendo ofertado a R$ 300. Todos os atos do Grupo foram considerados como crime falimentar.
O POVO – Repórter Beatriz Cavalcante

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