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domingo, 16 de abril de 2017

A impunidade da violência policial estimula a barbárie

Nadson Almeida foi vítima fatal de um policial, premiado com a impunidade na Bahía
A impunidade, a formação inadequada de policiais e a marginalização da população carente são fatores que levam à prática da violência policial. A truculência policial está enraizada no Brasil desde o início da colonização. A mentalidade oficial brasileira sempre foi autoritária e violenta. Como o país teve poucos momentos de democracia, a sociedade brasileira ainda é autoritária. A polícia é apenas um reflexo dessa sociedade violenta. A reversão desse quadro, depende de uma mudança radical na mentalidade, na cultura e na relação de poder da sociedade. Para mudar isso, é necessário que o poder público priorize a educação. Educar a população é a chave para mudar essa situação. Somente uma população educada para a legalidade e a democracia pode acabar com a violência e a corrupção. A profissionalização da polícia é um caminho para o fim da tortura e violência policial. A polícia precisa ser melhor remunerada e equipada e fazer um trabalho de investigação profissional, partindo do crime para o criminoso e não, como acontece hoje, do criminoso para o crime. Há uma dicotomia na sociedade de que existe uma polícia violenta ou uma polícia de direitos humanos. Mas deve-se buscar uma polícia atuante, que respeite os cidadãos, mesmo aqueles que cometem crimes. Mas existem sim soluções a curto prazo para o problema da tortura no Brasil. O Código Penal precisa ser reformulado para a criação de penas alternativas. Isso diminuiria a situação caótica dos presídios, que também provoca violência contra detentos. Há de ser imperativa uma maior aproximação entre polícia, Ministério Público e Judiciário para uma maior "justiça" nos julgamentos. Hoje em dia julgam-se processos e não pessoas. Isto é uma grande forma de violência que precisa ter fim. Por fim, devemos exigir uma lei, que tipifique e puna o crime de tortura, hoje inexistente no Código Penal.
Val Cabral

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