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domingo, 2 de abril de 2017

Aumento dos remédios será mais amargo para os idosos, diz FGV

O aumento de até 4,76% no preço dos remédios anunciado pelo governo deve impactar mais os idosos, de acordo com o pesquisador do Fundação Getúlio Vargas (FGV/Ibre), André Braz. Mesmo em vigor desde a publicação na edição do Diário Oficial da União (DOU) de ontem (31), ainda de acordo com o especialista, o reajuste deve ocorrer com mais intensidade, a partir da segunda quinzena de abril."A terceira idade sentirá mais o reajuste. No entanto, ele veio abaixo da inflação de 2016 – que foi de 6,29% - isso reduzirá o impacto no custo de vida. Algumas farmácias ainda devem praticar preços antigos, enquanto durarem os estoques", afirma Braz. O pesquisador acrescenta que algumas farmácias ainda devem praticar preços antigos, enquanto durarem os estoques. Segundo Braz, as novas encomendas devem trazer remédios com o reajuste, o que deve ocorrer com mais intensidade a partir da segunda quinzena de abril. "A expectativa era de um reajuste na ordem de 3,5% para todas as classes terapêuticas, à exemplo de 2016, quando o reajuste foi de 12,5% para todos os medicamentos. Os reajustes não devem ser orientados pela inflação passada, mas sim, pela real necessidade de cada setor. Órgãos reguladores avaliam a necessidade de reajuste, equilibrando os interesses da sociedade e dos fabricantes", ressalta o pesquisador. Para fugir do aumento, André Braz sugere que os consumidores prefiram os remédios que são distribuídos gratuitamente. "Vale consultar a lista para aproveitar o benefício. Além disso, várias farmácias estão oferecendo descontos por fidelidade ou pelo plano de saúde. Então, o consumidor não deve esquecer de pedir o desconto", lembra o especialista. O reajuste determinado na resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) varia de acordo com o tipo de medicamento, com índices de 1,36%, 3,06% e o teto de 4,76%. O reajuste médio ponderado é de 2,63%. No ano passado, o reajuste dos medicamentos foi de até 12,50% e compensou as perdas com a inflação, como queria o setor. Em 2015, o reajuste máximo autorizado foi de 7,7% e, em 2014, o teto para o reajuste foi de 5,68%.

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