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sexta-feira, 14 de abril de 2017

Chacina de Messejana – MP do Ceará pede arquivamento de denúncia contra dois réus

O Ministério Público do Ceará (MPCE) apresentou ao Tribunal de Justiça (TJCE) as alegações finais referentes a 18 acusados de envolvimento na Chacina da Grande Messejana. Para dois deles, o órgão fez o pedido de impronunciamento. Isso significa que, se a Justiça acatar o pedido, a denúncia contra os réus Carlos Roberto Mesquita e Francisco Fagner de Farias Mesquita será arquivada. Ou seja, eles não serão submetidos a julgamento no Tribunal do Júri que analisaria se são culpados ou inocentes.
Dessa forma, se o colegiado do TJCE que cuida do caso aceitar o pedido, Carlos Roberto e Francisco Fagner serão liberados. Ambos se encontram presos no 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM).
As defesas dos dois réus argumentaram junto ao MPCE que não havia elementos suficientes que comprovassem o envolvimento deles na chacina, o que foi aceito pelo órgão. 11 pessoas morreram no crime, que aconteceu em novembro de 2015. Ao todo, 44 policiais se tornaram réus por participação na chacina.
Fabrícia de Castro, advogada do soldado Farias, explica que o pedido foi feito junto ao MPCE porque o carro que aparece nas imagens utilizadas como evidências não é do mesmo modelo do qual Farias é proprietário.
“Pedimos ao juíz uma perícia que foi negada. Contratamos uma perícia particular. Fizemos o papel que deveria ser da acusação. Comprovamos que o carro das imagens é de um Fox prata modelo 2005. Diferente do carro do Farias, que é um modelo 2012. Cristalinamente não era o mesmo carro”, explica a advogada.
Ela afirma ainda que somente quando a Justiça aceitar o pedido de impronunciamento do MPCE a família de Farias vai decidir se vai entrar com pedido de indenização pelos oito meses em que ficou detido no 5º BPM. No caso do sargento Mesquita, o advogado Francisco Sabino Sá revela que o motivo do envolvimento de seu cliente foi por ele ter passado pelo local errado na hora errada.
“O sargento Mesquita está preso por uma multa de trânsito. Ele foi multado na CE-040 no dia da chacina e relacionaram ele ao crime. O MPCE não levou provas que apontassem a participação dele. Ele não participou de nenhum grupo de Whatsapp, nem recebeu ou fez ligação telefônica com ninguém desse caso” argumenta Francisco Sabino.
Acusação
Com o pedido de impronúncia do MPCE, responsável pela acusação, a tendência é que o colegiado do TJCE acate o pedido, realizado na última quarta-feira, 12. Para os demais 16 acusados, o órgão não fez pedido de impronunciamento.
Em nota, o MPCE destaca que próxima segunda-feira, 17, apresentará as alegações finais sobre a participação de outros acusados. O comunicado esclarece ainda que, após a sentença do colegiado de juízes, órgão apresentará mais detalhes sobre o trabalho de instrução, investigação e manifestação do órgão sobre o processo. (João Marcelo Sena).
O POVO
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