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terça-feira, 18 de abril de 2017

Cid critica retomada de processo no TCE

Resultado de imagem para cid gomesO ex-governador Cid Gomes (PDT) criticou a retomada de investigações sobre o processo licitatório do Castelão pelo Tribunal de Contas do Ceará (TCE-CE), após a divulgação da lista do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com Cid, não há “nenhuma motivação ou indício” para a ação, a não ser o desejo do Gleydson Alexandre, autor do pedido de investigação, feito ainda em 2015, de “surfar na onda da imprensa sulista” e “aparecer”.
Divulgado pelo O POVO no último domingo, o novo fôlego da investigação no TCE foi motivado por petição enviada por Fachin à Justiça Federal do Estado depois da delação do ex-executivo da Odebrecht Benedicto Barbosa da Silva Júnior. O delator afirmou que haveria um “acordo entre as empresas do Grupo Odebrecht e Carioca Engenharia a fim de frustrar o caráter competitivo de processo licitatório associado à construção da Arena Castelão”.
Dizendo-se “profundamente incomodado por matérias como essas, que não passam de uma sequência de insinuações maledicentes sobre algo que não há nenhum indício”, Cid destaca que as duas empresas citadas não venceram a licitação da reforma do estádio, mas a Galvão Engenharia, Serveng Civilsan BWA Tecnologia da Informação.
“Aqui houve concorrência, não foi algo viciado ou direcionado. Acho que o Ceará foi o único estado em que (as empresas citadas) não ganharam a licitação. O que deveria servir para enaltecer o Governo do Ceará vira, em bocas e cabeças sujas, uma suspeita de desonestidade”, defende.
As críticas de Cid Gomes também atingem o TCE, que, há dois anos com o processo em mãos, não chegou a uma conclusão sobre o caso. Por diversas vezes, Cid reclama que o processo já dura dois anos e não chegou a nenhuma conclusão, o que indicaria que não irregularidades.
“Ou não encontraram nada e não têm a humildade pra dizer que não teve nenhum problema aqui, que as licitações foram sérias, transparentes e respeitando o que diz a Constituição, ou querem aparecer”, critica. “Espero que o TCE aja com isenção. Se tem alguma coisa errada, que puna rigorosamente, mas não fique de lenga-lenga”, completa.
Em resposta ao ex-governador, Gleydson Alexandre diz que “o processo foi iniciado em 2015 e não agora” e que, se ainda não foi concluído, “tem que ver com o TCE porque demora tanto para fazer essas análises”. O procurador de Contas também defende que, diante das “novidades” decorrentes das delações, é importante que se façam novas análises na licitação.
O presidente do TCE, conselheiro Edilberto Pontes, explica que “não é demora, tem todo o processo do tribunal, são vários relatórios”. Pontes informa que se reuniu ontem com a Secretaria do Controle Externo. “Pedi um relatório de todos esses processos desenvolvidos pelo TCE durante esse tempo, em que pé está, qual o andamento (da investigação), e isso será divulgado na página do Tribunal”, respondeu. Ele afirma que o TCE não está iniciando uma nova investigação, mas pedindo informações de uma que já está em curso.
A licitação para a reforma do Castelão foi alvo de polêmicas desde o início. Uma primeira classificação chegou a ser anulada, devido a denúncias feitas na época. Refeito o processo, saiu vencedor o consórcio Arena Multiuso Castelão, formado pelas empresas Galvão Engenharia S/A, Serveng Cilvisan S/A e BWA Tecnologia de Informação Ltda. O governo estadual destaca que a obra foi orçada em R$ 617 milhões, mas terminou concluída ao custo de R$ 518 milhões. Economia de quase R$ 100 milhões.
O POVO

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