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quinta-feira, 25 de maio de 2017

Após governo anunciar Exército, deputados se agridem na Câmara dos Deputados

Rodrigo Maia (Democratas/RJ) não estava presidindo a sessão quando a confusão começou.
Após o presidente da República Michel Temer decretar o uso das Forças Armadas para a garantia da lei e ordem em Brasília, o ministro do Supremo Tribunal Federal - STF Marco Aurélio Mello se disse preocupado com o contexto. "Presidente, voto um pouco preocupado com o contexto e eu espero que a notícia não seja verdadeira. O chefe do poder Executivo teria editado um decreto autorizando o uso das Forças Armadas do Distrito Federal no período de 24 a 31 de maio", disse o ministro Marco Aurélio em sessão do STF. 
O tribunal vota uma questão tributária nesta quarta (24/05). Enquanto isso, na Câmara dos Deputados, parlamentares da base e da oposição se agrediram fisicamente durante sessão. Rodrigo Maia (Democratas/RJ) não estava presidindo a sessão quando a confusão começou. A sessão foi suspensa pelo vice-presidente, deputado André Fufuca (PP/MA). Depois, Maia voltou para pedir calma e suspendeu a sessão por 30 minutos. A discussão ficou mais tensa depois que deputados disseram que Maia teria solicitado ao governo o apoio das Forças Armadas. 
"Meu pedido ao governo foi pela Força Nacional. A decisão do governo foi pelo que ele achou necessário", disse o presidente da Câmara. Mais cedo, alguns deputados ocuparam a Mesa Diretora, assim que Maia deixou o comando da sessão. Eles gritavam "fora, Temer!" e "Diretas já!". Governistas revidaram com "Lula na cadeia". Em determinado momento, foi aberta diante da mesa uma faixa onde se lia "#FORATEMER". O deputado Mauro Pereira (PMDB/RS) arrancou a faixa, dando início a um pequeno tumulto. Deputados chegaram a se empurrar. 
Fonte: Com informações da Folhapress

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