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terça-feira, 30 de maio de 2017

É uma pena não haver como confiar nas penas do STF

Políticos corruptos estão andando e cagando para as leis e desenham do povo e pasmem, do STF
Sabe aqueles vídeos anunciados como contendo “cenas muitos fortes”, tipo “tire as crianças de perto”? É com iguais cautelas que se deveriam abrir as matérias referentes às revelações feitas pelos dois mais famosos depoentes das últimas semanas, os irmãos Joesley e Wesley, donos da JBS. Quem se tenha dado ao trabalho de escutar o teor dos depoimentos deste primeiro, disponível no YouTube, ouvirá dele que quase todos partidos políticos com sólida presença no Governo Federal e no Congresso Nacional se estruturaram como organizações criminosas. Não que ele assim as qualifique. Não, em seu relato, Joesley Batista, simplesmente entrega o serviço, contando, em tom monocórdio, como eram feitos os acertos e a repartição do botim das comissões entre o PT, o PMDB, PSDB, PP, etc. Não preciso dizer qual deles ficava com a parte do leão. Geddel que o diga. Este escândalo, tudo indica, transforma José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares e Marcos Valério, em meros pivetes e o Mensalão e Petrolão, em coisas de amadores. No entorno da JBS circula tanto dinheiro quanto carne fraca e espíritos de porcos. E foi muito fácil aos profissionais da corrupção abastecer desses frigoríficos contas bancárias que saíam – lavadas, passadas e empacotadas – dos abatedores da Friboi. Vários anos decor rerão entre os achados de agora e o trânsito em julgado de quaisquer sentenças condenatórias. Isso significa que, muito embora os crimes em questão tenham sido praticados num ambiente político, seus efeitos eleitorais serão jogados para bem depois do pleito que se desenrolará no próximo ano. Nós, cidadãos, devemos lamentar que seja assim. No entanto, se não temos como saber mais sobre os fatos e seus atores, podemos e devemos levar em conta a dança das cadeiras nos tribunais superiores em geral e no Supremo Tribunal Federal em particular. Será certamente ali, outra vez, que serão tomadas as decisões mais relevantes sobre estes casos. O STF continuará se renovando e promovendo alterações na composição de seu quorum por aposentadoria dos atuais ministros. E aí se impõe a reflexão que quero trazer ao leitor destas linhas. As últimas indicações do governo petista e peemedebista para o STF têm deixado a desejar. Portanto, ainda que o julgamento definitivo vá ocorrer lá adiante, a continuidade da atual administração federal não atende aos anseios nacionais por justiça e combate à corrupção. É o que a história recente parece deixar bem claro.
Por Val Cabral

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