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segunda-feira, 15 de maio de 2017

Lava Jato – Mulher de Cunha pede absolvição a Sergio Moro

A jornalista Cláudia Cruz, mulher do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pediu sua absolvição no processo a que responde no âmbito da operação “lava jato”. Ela baseou seu pedido no argumento de que o próprio juiz Sergio Moro reconheceu que sua conta não recebeu valores com origem ilícita.
Cláudia virou ré na “lava jato” em junho de 2016, quando Moro aceitou denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal. Na ocasião, o juiz afirmou que existem indícios de que a mulher de Eduardo Cunha ocultou valores em uma conta secreta no exterior.
Disse ainda que haver indícios de que a jornalista gastou mais do que conseguiria com os rendimentos lícitos do casal. O MPF a acusa de ter despesas desproporcionais com viagens internacionais, diárias em hotéis de luxo e compras em lojas de grife. Na ação, o órgão pediu que Cunha e sua mulher devolvessem, respectivamente, R$ 20 milhões e R$ 4,4 milhões aos cofres públicos.
Contudo, aponta a defesa de Cláudia em suas alegações finais, o juiz federal reconheceu que a conta dela não recebeu valores oriundos de suposto esquema de corrupção de Eduardo Cunha na compra de campo de petróleo na África. Na peça, os advogados Pierpaolo Cruz Bottini, Igor Tamasauskas, Cláudia Vara San Juan Araújo e Stephanie Guimarães, todos do Bottini & Tamasauskas Advogados, apontam que os tais recursos suspeitos permaneceram nos trusts do ex-deputado na Suíça.
Dessa forma, a defesa ressalta que o dinheiro para pagar as faturas de cartões de crédito de Cláudia Cruz vinha de atividades legais de Cunha.
MPF pede condenação
Por outro lado, o MPF pediu, em abril, que Cláudia Cruz seja condenada a prisão em regime fechado. Segundo os procuradores da República, o dinheiro que ela usou teve origem em negócio da Petrobras para explorar campo de petróleo em Benin.
Consultor Jurídico – Foto -AFP

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