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terça-feira, 13 de junho de 2017

Contra rompimento, PMDB sinaliza apoio a PSDB em 2016 e no senado

No corpo a corpo do governo para desmobilizar o desembarque tucano, interlocutores de Michel Temer sinalizam ao PSDB com duas cartas, principalmente: apoio para candidatura tucana na eleição de 2018 e no conselho de Ética do Senado para salvar o mandato de Aécio Neves, em um eventual processo. Nesta segunda-feira, o PSDB se reúne para discutir o rompimento com o governo, mas deve adiar a decisão. O PSDB tem, hoje, dois principais pré-candidatos à Presidência: o governador Geraldo Alckmin e o prefeito de São Paulo, João Doria. Temer procurou Alckmin há duas semanas para pedir ao governador que desmobilizasse a debandada do PSDB de São Paulo. Alckmin tem trabalhado neste sentido. No caso do conselho de ética, o Planalto sinaliza à ala tucana ligada a Aecio Neves que, em troca de apoio, pode trabalhar contra a cassação do mandato do senador, gravado em delação da JBS e denunciado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Mas, para manter o PSDB no governo, Temer sinaliza aos tucanos que trabalhará para evitar a cassação de Aécio. Um dos principais interlocutores de Temer no Senado é Romero Jucá, líder do governo no Senado - que também é presidente do PMDB. O presidente do conselho de ética é do PMDB - o senador João Alberto, aliado de Jucá, Temer e José Sarney.

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