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terça-feira, 27 de junho de 2017

Não nos envergonhamos dos nossos roubos

Nós mesmos estamos roubando no presente, o país do futuro
O delito roubar está inserido no contexto de crime que suscita revolta no interior de cada ser humano. Roubar se constitui num mistério, um enigma para o pensamento; porquanto, qual é a origem do roubo, qual é seu fundamento? E por que o homem rouba o seu semelhante? Por que roubamos? Alguém pode responder essas questões? Uma coisa é certa, essa prática nociva está inerentemente ligada nas entranhas do homem. É assustador como essa perversão própria da natureza humana se agiganta nos dias atuais. Parece que o mundo de hoje, é o mundo dos velhacos, dos trapaceiros, dos charlatões, infiltrados em todos os segmentos da sociedade. Pode-se dizer que toda essa loucura humana, é produto duma nova filosofia de vida em que a verdade e os valores são relativos, dependentes de sua utilidade tanto para os indivíduos como para a sociedade. Conclui-se, igualmente, que as ações do homem que vive a roubar, estão representadas pela filosofia que consiste na desvalorização dos supremos valores, na ausência de fim, na impossibilidade de responder “os por quês de tudo isso?”. Parece não haver mais razão alguma para imaginar um mundo verdadeiro. Ao mesmo tempo, essa reflexão parece submeter o homem  a não se envergonhar da sua má conduta. Mas essa atitude ilícita, em relação ao nosso próximo, essa aptidão pelo desonesto, é mesmo um mistério, um enigma para o pensamento. Por isso somos forçados a afirmar, por assim dizer, que somos homens e mulheres, de estrutura delituosa por natureza, uma espécie de culpa original. Contudo, não haveria fraudes e roubos, nas dimensões atuais, se a existência não fosse profundamente desigual, desordenada ou caótica, enquanto sociedade organizada. Ocorre que a luta pela existência é originalmente uma luta pelo prazer. Esta luta pela existência, mais tarde, é organizada no interesse da dominação. A propósito, já dizia Maquiavel, toda dominação, é dominação política!

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