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terça-feira, 27 de junho de 2017

PGR denuncia Temer por corrupção passiva

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou criminalmente, nesta segunda-feirea, o presidente Michel Temer por corrupção passiva no Caso JBS. A denúncia deu entrada no Supremo Tribunal Federal. O procurador atribui crime a Temer a partir do inquérito da Operação Patmos – investigação desencadeada com base nas delações dos executivos do grupo J&F, que controla a JBS.
Caberá ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, enviar a acusação formal do procurador à Câmara dos Deputados. Esta Casa terá autorizar ou não a abertura do processo contra Temer. São necessários dois terços dos 513 deputados para o acatamento da denúncia.
Crise política
O caso JBS mergulhou o presidente em sua pior crise política. Na noite de 7 de março, Temer recebeu no Palácio do Jaburu o executivo Joesley Batista, que gravou a conversa com o peemedebista. Nela, Joesley admite uma sucessão de crimes, como o pagamento de mesada de R$ 50 mil ao procurador da República Ângelo Goulart em troca de informações privilegiadas da Operação Greenfield, investigação sobre rombo bilionário nos maiores fundos de pensão do País.
A investigação revela os movimentos do homem da mala, Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor especial do presidente. Na noite de 28 de abril, Loures foi flagrado em São Paulo correndo com uma mala de propinas da JBS – 10 mil notas de R$ 50, somando R$ 500 mil. Os investigadores suspeitam que a propina seria destinada a Temer, o que é negado pela defesa do presidente.
Com Agências

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