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segunda-feira, 10 de julho de 2017

A Segurança Pública e a esquizofrenia

Não estão sendo bons dias para a “bandidagem”, pior ainda para o restante de nós. Numa guerra em que todos perdemos, a esquizofrenia de versões para justiçar tamanha violência, materializada em homicídios, beira o ridículo. Uma hora o crime organizado não existe no Ceará. Noutra ele está aqui, domina presídios e ordena ataques sempre que contrariado.
Uma hora não houve paz entre facções no Estado. Noutra o Ministério Público e a própria Polícia Civil prendem líderes de organizações que haviam firmado alianças entre si. Uma hora se valem do número de prisões e apreensões, de armas e drogas. Noutra classificam de “oportunismo” e “parcialidade” notícias revelando que assassinatos batem recordes consecutivos. Certo é que, com a nomeação de André Costa para a SSPDS, Camilo Santana resolveu inúmeros problemas: anulou o desgaste com a tropa, reduziu a figura de um de seus principais opositores políticos e criou uma vidraça distante do Palácio da Abolição, para onde são arremessadas as pedras sempre que mais um assalto ou homicídio incomodam a sociedade. Só não resolveu a violência em si, muito mais relacionada à desigualdade social do que às ações de Polícia das quais o secretário se vangloria. Camilo tem repetido insistentemente que “segurança não é só um problema de Polícia”. Parece, porém, que o governador não consegue convencer a si próprio. E já se passaram seis meses.

 Thiago Paiva,

Repórter do Núcleo de Cotidiano do O POVO.

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