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segunda-feira, 24 de julho de 2017

A deformação da informação na banalização da comunicação

As redes sociais teme robotizada famílias inteiras!
O mundo cibernético despertou uma horda de filósofos, debatedores e palpiteiros de plantão a publicar impropérios dos mais diversos temas que chegam a viralizar. Esta última palavra significa que de tanto ser compartilhada, debatida e esmiuçada parece vírus, porque chega a todos que estão on-line. A realidade é que o sujeito hoje joga uma opinião das mais estúpidas e espera quantos irão discutir o tema. No meio dessa teima toda entram as ofensas em linguagem chula que muitas vezes esbarram até na justiça para cobrar danos morais. Há espaço para discussão política, xingamentos, publicação de imagens e notícias falsas, anúncio até de morte de quem não morreu. Imagine acordar e descobrir que está morto estando vivo. O que, aliás, não só as redes sociais, mas os inúmeros blogs e até jornais importantes, gostam de causar sensacionalismo com notícias sobre a vida de celebridades, quando estas apenas estão comendo arroz ou bebendo um copo de água. Mas tem muita gente que curte, adora ver seu ídolo de chinelos, talvez para se certificar que ele não é alguma divindade. Infelizmente há pessoas que usam as redes sociais como uma grande lixeira, cada um se acha no direito de postar a porcaria que lhe vem na telha. Quem não deseja ver, delete e deixe de seguir, caso não queira continuar vendo. E assim entre uma oração, um salmo ou a imagem de São José, um vídeo de duas mulheres brigando, um assalto com a morte do ladrão, um aluno esculhambando a professora ou mesmo uma senhora idosa discutindo com o espelho. Tudo isso, no mundo atual, é divertimento. Porém, o pior mesmo é aturar temas obsessivos que são levados à tona o ano inteiro até a exaustão com discussões metafóricas, exacerbadas, sem sentido prático, completamente bizarras. Políticos algemados, tornozeados, processados, condenados... então, é pauta diária. Primeiro xingam-se, desqualificando-os, então começam as defesas, uma ladainha de seus feitos que imediatamente são contestados, e suas figuras são execradas com ofensas até a terceira geração. As redes sociais têm um poder de comunicação fabuloso, podem levar cultura, informações e conhecimento a qualquer parte do mundo, fazer e encontrar amigos. No entanto, sua utilização para o mal parece mais explorada a cada dia. As pessoas perdem a noção de sua própria realidade quando se expõem, contam a sua vida, fazem declarações impensadas e ainda escrevem tão mal. A pressa, o alvoroço para responder uma pergunta, a correção automática ainda inventando palavras. O afã de permanecer on-line, encontrar pessoas, falar o que deveria ser silenciado. Essas são as maravilhas deste século. Vive-se só em meio a tantos amigos virtuais.
Por Val Cabral

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