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segunda-feira, 17 de julho de 2017

Deuses impostos por apadrihamento nas cortes

Mãos sujas nem sempre podem ser lavadas, apenas com água 
Por mais que se queira, não se pode fugir ao tema do momento. Este momento de atenções voltadas para as decisões judiciais de instâncias superiores da Justiça brasileira, tem trazido à baila comentários e críticas, os mais variados, e, dentre eles, o método para escolha dos membros das Cortes Supremas, suscitando a insinuação de politização da justiça. A grande verdade é que, dificilmente, se ouvia falar nessas cortes no passado como nos últimos tempos. Comenta-se, em todas as rodas, julgamentos do Supremo como resultados de futebol. Só então fomos nos dar conta de como são formadas essas cortes. O que leva aqueles homens a alcançarem postos nos quais se tornam semideuses. Que independência há se raramente a meritocracia é respeitada, quando se sabe que até reprovado em concurso para juiz de direito foi aquinhoado com tal vitaliciedade? O método atual de escolha dos nossos ocupantes de cortes maiores, pode influenciar em julgamentos que envolvam padrinhos do escolhido. O fato é que, por mais que tenham saber jurídico nossos ministros, a forma de escolha vigente para preencher suas vagas está longe de ser a perfeita.

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