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sexta-feira, 28 de julho de 2017

Nossos desesperos tem causa na falta da fé

O problema está em não crermos que tudo só depende de nós
A fé verdadeira, a fé que salva o pecador, vem sempre acompanhada do desespero. O primeiro degrau do desespero é porque não há nada de visível, de concreto, de palpável em que agarrar-se. Crer é confiar, e esperar tateando no escuro. A única luz é a que nos fornece a Palavra de Deus. Descremos, porque gostaríamos de saber mais, conhecer mais, e não temos consciência de que o nosso conhecimento é imperfeito, e limitado. Nem tudo sabemos e nem saberemos. Isto causa o desespero e uma tremenda ansiedade. Desespero porque não podemos exibir essa fé como um projeto nosso, um trunfo no qual nos agarrar, cheio de orgulho e vaidade. Ela é dom do Espírito Santo, por meio da Palavra Santa de Deus. Nem podemos exibi-la como uma coisa maravilhosa, vitoriosa, poderosa, porque isso seria atribuir a nós mesmos, o que pertence exclusivamente a Deus. Desespero porque confrontados com os perigos, os males e tentações da vida, descobrimos o quanto somos frágeis e impotentes diante das adversidades. Desespero porque, para existir e se manter, a fé nos obriga a ouvir, conhecer, obedecer e nos curvar ante a Palavra de Deus, levando cativo todo pensamento, submetendo-nos a Cristo, negando a nós mesmos e tomando a cruz. Desespero porque a fé sempre revela e aponta nossos pecados, nossas culpas e nossas perdições. Desespero porque o pecado, que está em nós, primeiro procura mascarar a vontade de Deus, e, depois, de ter nos enganado, seduzido e levado a pecar, aproveitando-se do mandamento de Deus que está em nossos corações, nos acusa e nos condena. Desespero porque quando ficamos conhecendo o mandamento de Deus, passamos a conhecer o pecado em nós, e, para ser de Cristo é preciso fazer morrer dentro de nós por arrependimento e penitência diária a nossa velha natureza pecaminosa.
Por Val Cabral

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