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domingo, 30 de julho de 2017

Pobreza compromete o futuro do País

No Ceará, seis em cada dez crianças vivem em lares pobres.
Recente pesquisa da Fundação Abrinq revelou a situação dramática da infância no Brasil. Segundo os dados pesquisados, 40,3% das crianças brasileiras até 14 anos de idade vivem em situação de pobreza; isto é, em lares com renda familiar até meio salário mínimo por pessoa. Entre esse grupo de crianças, 13,5% caracterizam-se por viver em situação de pobreza extrema, com renda familiar por pessoa até 1/4 do salário mínimo.
No Ceará, as crianças que vivem na pobreza somam 61%, ou seja, seis em cada dez delas vivem em lares pobres. Em situação de pobreza extrema estão 28,6% das crianças cearenses. Em números absolutos, o Ceará tem 1,198 milhão de crianças vivendo na pobreza.
Observando-se a questão regional, verifica-se que os maiores índices de pobreza extrema estão no Nordeste (26,3%) e Norte (19,7%). Sendo grande a diferença comparando-se com as demais regiões do País. Os índices de jovens em pobreza extrema nas regiões Sudeste (5,99%), Sul (5,2%) e Centro-Oeste (5%) somados não chegam ao percentual encontrado para o Norte ou para o Nordeste.
O estudo da Abrinq faz parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), que tem metas diretamente associadas à infância e adolescência. Nessa primeira etapa, foram escolhidas os seguintes objetivos nessa área: erradicação da pobreza, fome zero, saúde e bem-estar e igualdade de gênero.
As recomendações feitas para superar o problema da pobreza são tão óbvias que se torna difícil compreender porque inexiste um plano de Estado para superá-lo, como o combate às desigualdades regionais, por exemplo, como propõe o estudo.
Além disso, são necessárias medidas emergenciais, como a extensão de programas sociais e, ainda, de outras providências mais sustentáveis, como proporcionar a essa população e suas famílias o acesso à saúde (incluindo saneamento básico) e educação de qualidade.
Se a situação assim permanecer, além das tragédias pessoais e familiares que isso representa, o que vai ficar comprometido é o próprio futuro do País.
Com O POVO

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