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quinta-feira, 13 de julho de 2017

Sefaz identifica R$ 1,19 bi de diferença no faturamento informado pelas empresas

Um total de 1.011 empresas deixaram de informar, ao fisco estadual, o montante de R$ 1,19 bilhão nas vendas a crédito e débito, nos anos de 2015 e 2016. O secretário da Fazenda, Mauro Filho, anunciou os números em coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira (11/07), na sede da Secretaria da Fazenda. Ao todo, mais de 30 segmentos foram identificados na operação que envolveu 400 auditores da Sefaz. 
Só no comércio varejista, segmento com mais empresas sob suspeita, a divergência chega a R$ 750 milhões. Os dados fazem parte da terceira fase da operação Cartão de Crédito, que apura omissão de dados e evasão de divisas. Quem não se regularizar até o próximo dia 31 está sujeito, dentre outras penalidades, a multas que podem chegar a 30% do valor da mercadoria.
As divergências foram identificadas pela Sefaz a partir do cruzamento de dados entre os valores declarados pelas empresas ao Fisco Estadual e o que foi apresentado pelas operadoras de cartão de crédito no período. De acordo com o secretário Mauro Filho, foram identificadas inconformidades na declaração de empresas de 32 atividades econômicas no Estado.
No comércio varejista, 677 empresas foram notificadas. Destas, chama atenção o segmento de artigos esportivos, onde a divergência nas contas de dez empresas leva a falta de declaração de R$ 193,9 milhões em vendas; o de artigos de vestuário e confecções, onde 127 empresas deixaram de declarar R$ 131,4 milhões; e o de calçados, em que 11 empresas não declararam R$ 54,3 milhões.
No segmento de bares e restaurantes, que ocupa a segunda colocação no ranking, o valor das vendas no cartão foi R$ 115,4 milhões a mais do que o declarado pelas empresas.
Na indústria, esta diferença chega a R$ 83,4 milhões. Com destaque para a indústria da confecção, de equipamentos de informática e de roupas íntimas em que os valores com indícios de sonegação chegam, respectivamente, a R$ 33,2 milhões, R,4 milhões e R$ 9,6 milhões. “Com tamanha disparidade, o maior prejuízo recai sobre a população, pois há uma inevitável queda na capacidade de investimento do Estado”.
A maior parte das omissões foi registrada em 2016, quando foram omitidas vendas na ordem de R$ 610,6 milhões. O levantamento da Sefaz mostrou ainda que, destas empresas, 727 estão enquadradas no regime de recolhimento normal e 284 pelo Simples Nacional.

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