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segunda-feira, 10 de julho de 2017

Sem carros novos há 2 anos, policiais de São Paulo tem de fazer patrulhamento a pé

O governo de São Paulo comprou apenas 51 carros para as Polícias Civil e Militar do Estado nos últimos dois anos. Segundo policiais, o desgaste da frota e o atraso na renovação – todo ano uma parcela dela deve ser renovada – estão afetando o trabalho, principalmente em cidades do interior, como Campinas. Por lá, a redução da frota obrigou os policiais a ampliar o policiamento a pé. Em Tatuí, as rondas passaram a ser feitas em conjunto com a Guarda.
Dados obtidos pelo Estado, por meio da Lei de Acesso à Informação, mostram que na atual gestão de Geraldo Alckmin (PSDB) as compras de viaturas despencaram. No triênio 2012-2014, a PM paulista havia recebido 4.943 carros (média anual de 1.647) e 1.817 motos novas (média de 605 por ano). A partir de 2015, e até maio deste ano, o total de carros comprados foi de 1.231 e o de motos, 1.043. A situação é ainda pior na Polícia Civil, que no triênio 2012-2014 comprou 2.239 viaturas – dessas, 708 foram entregues em 2015 – e não adquiriu nenhuma nova depois. Juntas, as duas polícias têm 24 mil carros.
O governo informou, por meio da Secretaria da Segurança Pública, que pretende investir R$ 75 milhões neste ano para a compra de 150 carros a um custo de R$ 12 milhões para a Polícia Civil e 828 veículos para a PM, um investimento de R$ 63 milhões (mais informações ao lado). “Tenho recebido muitos pedidos de prefeitos e vereadores do interior de reposição de viatura. Em Cesário Lange e outras cidades da região, as viaturas são de 2009 e 2010. Considerando que uma viatura roda 24 horas, não preciso dizer o estado”, diz o deputado estadual coronel Telhada (PSDB), da Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa.
Estadão

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