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sábado, 12 de agosto de 2017

Presença do pai é importante na recuperação da saúde do filho

Pais presentes também acompanham filhos e filhas internados no Hospital Infantil Albert Sabin (Hias), do Governo do Ceará. Os que dividem as responsabilidades com as mães garantem que são tão bons cuidadores quanto elas. “Tem que vir, tem que ajudar. A gente é pai, é família, e os 'bichinhos' sentem faltam”, fala o vendedor de gás Francisco André de Oliveira, que acompanha o filho Indenberg.
Segundo o pai, Indenberg, de oito anos, foi internado na segunda-feira, 7, para realizar uma cirurgia eletiva. “Foi tudo bem, agora a gente aguarda a alta para ir para casa. Enquanto isso, eu revezo com a esposa. Dois dias fico eu, e dois ela. É justo, né?”, diz. Segundo a psicóloga do Albert Sabin, Eliene Bonfim, é mais do que “justo”, é fundamental.
“É sempre importante as duas partes se fazerem presentes. A mãe, normalmente, é uma constante. Mas a assistência do pai também é fundamental porque os dois têm papéis específicos e se complementam. A referência masculina é diferente, os cuidados são diferentes. Isso influencia no referencial que o pai quer ser para o filho ou filha, assim como na formação dessa criança. Ele, no futuro, pode imitar o pai”, explica a psicóloga.
Eliene destaca ainda o apoio que o casal pode dar um ao outro. De acordo com ela, ter a saúde de um filho afetada sempre abala uma família. “Ter a quem recorrer é importante", afirma, referindo-se a mais do que a ajuda profissional da equipe médica.
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Cuidado compartilhado
De acordo com o artigo 4º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), “é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária” às crianças e aos adolescentes.
O montador Paulo César Santos, que acompanha a filha Vitória, de nove anos, por exemplo, faz questão de estar com ela sempre que tem tempo. “Minha filha tem Síndrome de Down. Acabou de operar o joelho porque tinha uma deficiência. Minha esposa não pode ficar levantando-a e eu posso, e gosto”, declara ao abraçar a menina. “Eu cuido com minha esposa”, complementa.
HIAS
O Hospital Infantil Albert Sabin é uma unidade terciária no atendimento a crianças e adolescentes com doenças graves e de alta complexidade e reconhecido como instituição de ensino e pesquisa. Estruturalmente, é equipada com 331 leitos de internação e tem 37 serviços de apoio assistencial. Possui quatro Unidades de Terapia Intensiva (Neonatal, Pediátrica, de Pós-operatório e Oncológica), Hospital Dia e dois programas de assistência domiciliar (PAD e PAVD). Atualmente, 2.285 profissionais trabalham no Hospital Albert Sabin.
Fotos: Assessoria de Comunicação do Hias
Assessora de Comunicação do Hias

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