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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Líderes do PCC que estavam no Ceará podem ter sido mortos pelos próprios seguranças por ordem de "Marcola"

Gegê do Mangue 3Usando nomes de “laranjas”, os chefões do PCC que se instalaram no Ceará desde o ano passado conseguiram comprar imóveis e veículos de luxo sem levantar qualquer tipo de suspeita para a Polícia local. Por onde passavam, deixavam a marca da ostentação. No condomínio de luxo onde moravam, em Aquiraz, os vizinhos afirmam que estão com muito medo de ações violentas do crime organizado.

Várias informações chegam à Polícia à todo momento acerca do crime e da vida que levavam no Ceará os traficantes de drogas Rogério Jeremias de Simone, o “Gegê do Mangue”; e Fabiano Alves de Sousa, o “Paca”.

Uma delas revela que os matadores dos dois homens fortes do PCC podem ter sido seus próprios seguranças, bandidos armados que davam proteção aos criminosos e seus familiares durante 24 horas, mas, ao mesmo tempo, vigiavam as atividades deles por ordem do “número um” da facção, o narcotraficante Marcos Herbas Camacho, o “Marcola”.

Outra informação importante colhida pela Polícia nas últimas horas revelam que o helicóptero no qual teriam embarcado os assassinos teria também transportado as vítimas até a Reserva Indígena em Aquiraz, onde foi praticado o crime, o que descarta a primeira hipótese de que eles estariam escondidos naquela comunidade rural. Na verdade, moravam no Condomínio Alphaville, formado por imóveis de alto padrão.

Revistados

A Polícia também sabe que, além dos imóveis em Aquiraz, os bandidos também compraram apartamentos de luxo no bairro Cocó, na zona nobre da cidade, e uma mansão de veraneio na Praia do Uruaú, em Beberibe, no Litoral Leste do estado (a 74Km de Fortaleza).

Todos os imóveis utilizados pelos criminosos estão sendo revistados e interditados pela Polícia Civil através da Delegacia de Combate às Ações do Crime Organizado (Draco), com o apoio da Força-Tarefa do Ministério da Justiça que veio de Brasília para auxiliar as autoridades locais nas investigações sobre as facções.

A Polícia já ouviu os familiares dos mortos antes de liberá-los para deixar Fortaleza e enterrá-los em São Paulo. O trabalho agora se concentra em levantamento de pistas e na identificação das pessoas que foram usadas como “laranjas” para a aquisição ou aluguel dos imóveis e compra dos automóveis de luxo que os criminosos usavam.

Fonte: Blog do Fernando Ribeiro

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