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terça-feira, 27 de março de 2018

O País está em guerra

Resultado de imagem para O brasil está em guerraCom o título “A hora dos fortes chegou”, eis artigo de Ricardo Alcântara, escritor e publicitário, destacando que o País “está em guerra”.

Confira:

O que falta acontecer para o Estado Brasileiro reconhecer que vivemos uma guerra de fato? No Ceará, o crime organizado fuzilou duas instituições de Segurança: a Secretaria da Justiça, responsável por cuidar dos bandidos presos, e um batalhão da polícia militar, que trata de prender os que estão soltos. E pregaram aviso: “é só o começo”. Seria uma reação presumida à presumida decisão do governo do Estado de, em breve e finalmente, instalar bloqueadores de celulares nos presídios para cortar a cadeia de comando entre chefes de quadrilha e as legiões de psicopatas que seguem suas ordens, produzindo cadáveres em escala industrial, à média de mil por mês. A medida apenas cumpriria ordem judicial. É uma vergonha para o governador que só tenha admitido cumpri-la depois de obrigado a fazê-lo, uma covardia que nos faz parecer uns bananas de pijama. Vergonha ainda maior por ser medida de operação elementar, baixo custo e indispensável.

Os que cuidam de nos manter vivos relutam em admitir, mas o País está em guerra. E os inimigos são os bandidos que apontam para nossas cabeças armas que nos pertencem, de uso exclusivo do Estado, a desafiar uma ordem já socialmente precária que enfrentamos com efetivos policiais insuficientes, mal remunerados, precariamente equipados, mal fiscalizados e limitados por protocolos de conduta que os levam ao confronto em condições favoráveis aos adversários em combate. Digo “guerra” no sentido literal: é preciso abandonar os protocolos da repressão policial coercitiva e adotar outros, excepcionais, apropriados a territórios conflagrados. Do tipo que só termina quando acaba. O motivo é suficiente: antes eles do que nossos filhos. Não receio dizê-lo. Não estou preocupado em ficar bem na fita com os parasitas da boa fala. Há mais em jogo. Sou alfabetizado e não ignoro a complexidade da operação, nem seus efeitos trágicos. Meu apelo é simples: peço ao Exército que tome as devidas providências. É seu dever constitucional. Trate de cumprir. Porque eu, que vos pago, aqui estou tentando cumprir os meus.

Ricardo Alcântara - Escritor e publicitário.

Foto:Google

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