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terça-feira, 7 de abril de 2020

Auxílio Emergencial de R$ 600 - baixe o aplicativo

Saiba como baixar o APP caixa para o receber o Auxílio Emergencial ...
O Governo Federal lançou oficialmente nesta terça-feira (07.04) um aplicativo para os trabalhadores sem cadastro nos programas sociais inserirem seus dados e se candidatarem a receber o auxílio emergencial de R$ 600. O benefício foi criado para garantir uma renda mínima aos brasileiros em situação mais vulnerável durante a pandemia do Covid-19 (novo coronavírus). O Governo Federal reforça o alerta para as fake news. Sites e aplicativos falsos foram criados e disseminados para tentar obter dados dos beneficiários. Por isso, opte sempre pelos links oficiais oferecidos pela Caixa Econômica Federal.

Consulte abaixo:

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Auxílio Emergencial Covid-19 - Entenda melhor quem tem direito ao Auxílio Emergencial


Aplicativo AQUI .
O que é o auxílio emergencial?
O auxílio emergencial aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pela Presidência da República é um benefício de R$ 600 para garantir uma renda mínima aos brasileiros em situação mais vulnerável durante a pandemia do Covid-19 (novo coronavírus), já que muitas atividades econômicas foram gravemente afetadas pela crise.

Consulte abaixo:

Aplicativo AQUI .

Quem tem direito ao benefício?
As pessoas inscritas no Programa Bolsa Família, aquelas que fazem parte do cadastro de Microempreendedores Individuais (MEI), os contribuintes individuais do INSS, as pessoas inscritas no Cadastro Único até o último dia 20 de março e os informais que não fazem parte de nenhum cadastro do Governo Federal estão aptos a receber o benefício. A pessoa também precisa ter mais de 18 anos, ser de família com renda mensal per capita (por pessoa) de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos (R$ 3.135), além de não ter tido rendimentos tributáveis, em 2018, acima de R$ 28.559,70.

Sou beneficiário do Bolsa Família. Posso receber o auxílio emergencial?
Sim, caso o auxílio emergencial seja mais vantajoso que o valor recebido no programa Bolsa Família. Como os integrantes do Bolsa Família já estão no Cadastro Único, não será necessário pedir a alteração do benefício. O pagamento será efetuado no valor mais vantajoso, ou seja, no mínimo R$ 600, automaticamente.

Como deve proceder quem não tem Cadastro Único no Governo Federal?
A pessoa que se encaixa no perfil para receber o auxílio emergencial e não estiver no Cadastro Único deverá fazer uma autodeclaração por meio do aplicativo, em versão para Android ou IOS, ou pelo site, todos disponibilizados pela Caixa Econômica Federal. O aplicativo e o site permitem que o Ministério da Cidadania e a Caixa Econômica Federal identifiquem os trabalhadores informais, os microempreendedores individuais (MEI) e os contribuintes individuais do INSS que se enquadram na lei e têm direito ao pagamento emergencial, mas não estão no Cadastro Único.

E quem está no Cadastro Único, mas não integra o Bolsa Família?
Quem está no Cadastro Único e se enquadra no perfil para receber o auxílio emergencial, mas não recebe Bolsa Família, terá um calendário próprio de recebimento do benefício de R$ 600. Essas pessoas não vão necessitar baixar nem se cadastrar no aplicativo. Elas estão identificadas pelo Governo Federal e receberão o valor automaticamente.

Como devem proceder os microempreendedores individuais (MEI)?
Devem baixar o aplicativo criado pela Caixa e preencher os dados para cadastramento e posterior pagamento do auxílio de R$ 600.

E os contribuintes individuais do INSS?
Também precisam acessar o aplicativo e fazer o cadastramento.

O aplicativo será a única forma de cadastramento para as pessoas que não estão na base de dados do Governo Federal?
A Caixa disponibiliza um site para o cadastro de quem não está na base de dados. Há também uma linha telefônica, no número 111, para quem quiser tirar dúvidas.

Quantas pessoas podem ser beneficiadas por família?
No máximo duas pessoas por família podem receber o auxílio emergencial de R$ 600. Já os pais ou mães que são responsáveis sozinhos por suas famílias têm direito a receber o benefício em dobro, ou seja, R$ 1.200.

Quando posso sacar o benefício?
Quem é beneficiário do Bolsa Família receberá o pagamento conforme o calendário normal do programa. Os trabalhadores informais, MEIs, contribuintes individuais do INSS e aqueles que estão no Cadastro Único do Governo Federal receberão duas parcelas em abril, a primeira até o dia 14, e a segunda entre os dias 27 e 30, conforme o mês de aniversário. Dia 27 quem faz aniversários nos três primeiros meses do ano e assim por diante. A terceira e última parcela será quitada a partir do dia 26 de maio, com a mesma escala de abril.

Onde posso sacar o benefício?
Além do depósito em conta, o benefício será pago nas agências da Caixa Econômica Federal, em terminais de atendimento eletrônico e em lotéricas.

Quanto tempo vai durar o auxílio emergencial?
Serão três meses, a princípio, período mais agudo da pandemia do coronavírus.

Estou no Cadastro Único e tenho contas em outros bancos que não sejam a Caixa Econômica e o Banco do Brasil. Onde vou receber o benefício?
Qualquer pessoa cadastrada que tenha conta bancária em qualquer instituição financeira terá o benefício depositado em sua conta habitual e de forma gratuita.

Tenho dívidas pendentes como cheque especial e outros débitos. Esses débitos serão automaticamente cobrados quando o auxílio for depositado?
Não. O valor do auxílio não será usado para amortizar débitos anteriores. Ele ficará blindado em sua conta. Trata-se de um auxílio emergencial para ajudar no sustento das famílias nesse período de excepcionalidade.

Tenho um smartphone pré-pago, mas estou sem créditos. Como baixar o aplicativo?
Mesmo que seu celular pré-pago não tenha créditos, é possível baixar o aplicativo Caixa Auxílio Emergencial sem problemas. Nos casos extremos, em que a pessoa não tem celular ou acesso à internet, ela pode fazer o cadastramento com CPF em uma agência da Caixa Econômica Federal ou em lotéricas.

Não faço parte do Bolsa Família, não estou no Cadastro Único e não tenho conta em qualquer instituição financeira. Como poderei receber o benefício?
A Caixa Econômica vai promover uma inclusão financeira da população menos assistida por meio da criação de contas digitais. Essas contas serão gratuitas e o dinheiro depositado poderá ser usado para pagamento de contas, transferências e DOCs gratuitamente.

Vou poder sacar o dinheiro recebido pelo Auxílio Emergencial?
Para evitar um colapso do Sistema Financeiro, já que dezenas de milhões de pessoas receberão o auxílio, a Caixa Econômica vai divulgar um cronograma para organizar os saques em espécie do valor depositado.

Fonte: Ministério da Cidadania

Osmar Terra nega ter sido convidado por Bolsonaro para assumir pasta da Saúde

Osmar Terra nega ter sido convidado por Bolsonaro para assumir ...Com o nome ventilado para assumir o Ministério da Saúde em pleno avanço da covid-19, o deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) negou nesta terça-feira, 7, ter recebido convite do presidente Jair Bolsonaro para ocupar o lugar de Luiz Henrique Mandetta. Terra disse que apenas foi chamado ontem por Bolsonaro para almoço no Palácio do Planalto para tratar do uso da hidroxicloroquina.

"É melhor que o ministro Mandetta se afine com o presidente. Acho que não precisa trocar ministro. Não sou candidato. Pode ser qualquer um, se tivesse que trocar. Tem muita gente competente aí, mais competente do que eu", disse Terra em entrevista ao apresentador José Luiz Datena, na Rádio Bandeirantes.

Ex-ministro da Cidadania, o deputado concorda com Bolsonaro em relação ao relaxamento de medidas restritivas e defende "experimentar" cloroquina para pacientes com sintomas iniciais da covid-19. Os dois temas - a quarentena e o medicamento - são controvérsias entre Bolsonaro e Mandetta.

"O que tenho afirmado é que essa quarentena não tem sentido. Está sacrificando a população, quebrando o País e não diminui o número de casos", disse Terra.

"O vírus é uma força da natureza. Só vai diminuir o contágio quanto tiver metade da população contaminada. E só vai diminuir a epidemia quando chegar a 70%, 80% da população contaminada. Tem de proteger idosos e doentes. Juntar as pessoas em casa aumenta o contágio", afirmou o deputado, que é médico, mas contraria visões da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde sobre o isolamento social.

A crise aberta entre Bolsonaro e Mandetta cresceu durante a segunda-feira, um dia depois do presidente dizer que iria "chegar a hora" de pessoas que estavam "se achando" no seu governo. À noite, após ser recebido sob aplausos por técnicos do Ministério da Saúde, Mandetta anunciou que permanece no cargo. O ministro pediu "paz" para chefiar a pasta e, sem citar diretamente Bolsonaro, reclamou de críticas que, em sua visão, criam dificuldades para o seu trabalho.

Governo estuda usar fintechs, como maquininhas de cartões, para liberar auxílio emergencial e crédito

Governo estuda usar fintechs, como maquininhas de cartões, para ...Por causa do amplo alcance na economia informal e nos pequenos empresários, o governo avalia usar fintechs, como operadoras de maquininhas de cartão, para a distribuição do auxílio emergencial de R$ 600 durante a pandemia do coronavírus e para conceder crédito a donos de pequenos negócios.

Por isso, o governo lançou um programa para pagar R$ 600 temporariamente a esse grupo, que, em grande parte, usa a maquininha, de empresas como PagSeguro, Cielo e Stone, nas vendas e prestação de serviços.

Técnicos da equipe econômica avaliam que essa rede já formada pelas fintechs seria uma forma de rastrear e transferir o auxílio diretamente a quem tem direito.

O governo ainda trabalha na operação para liberar o dinheiro do auxílio emergencial e deve começar pelo pagamento a trabalhadores e população de baixa renda, como beneficiários do Bolsa Família, que já estão no Cadastro Único de programas sociais.

Ainda há a dificuldade de identificar quem está fora desse banco de dados, como microempreendedores e profissionais informais (ambulantes, por exemplo) sem registro no Cadastro Único.

O governo anunciou que os pagamentos vão começar nesta quinta-feira (9) e lançou ferramentas digitais para possíveis beneficiários. O pedido de ajuda financeira pode ser feito num site da Caixa (https://auxilio.caixa.gov.br/).

A lei que cria o benefício temporário prevê a distribuição dos recursos apenas por instituições financeiras públicas. O uso das fintechs para liberação do auxílio emergencial ainda não foi autorizado pelo Congresso.

O Senado já aprovou um projeto com modificações nesse programa, ampliando a lista de categorias que podem receber o auxílio e também a rede de pagamentos.

Com articulação de líderes governistas, a proposta permite que a operação envolva também agências dos Correios e lotéricas, além de bancos privados e instituições não financeiras de pagamento e de transferência de capital (fintechs).

Para efetivar essas novas formas de pagamento do benefício emergencial, ainda é necessário o aval do plenário da Câmara. O projeto, porém, ainda não tem data para ser votado, porque a equipe econômica questiona outros trechos da proposta que criam novas despesas durante a pandemia e nos próximos anos.

O texto será discutido com os líderes da Câmara, mas o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reforçou nesta terça-feira (7) que operadoras de maquininhas de cartão são capazes de "fazer o dinheiro chegar a quase 30 milhões de brasileiros que terão acesso a esses recursos".

O Palácio do Planalto estima que, ao todo, 54 milhões de pessoas deverão receber o auxílio emergencial neste ano, incluindo beneficiários do Bolsa Família, que passam a ter um complemento na renda a ser transferida pelo governo.

O custo do programa deve ser de R$ 98 bilhões. O auxílio é limitado a duas pessoas da mesma família e, se a trabalhadora informal ou microempreendedora for mão chefe de família, terá direito ao dobro do valor (R$ 1.200).

O ministro Paulo Guedes (Economia) também trabalha para que as maquininhas sejam usadas para destravar o mercado de crédito. Ele tem criticado a atuação dos bancos na concessão de crédito na crise.

Apesar do esforço do governo em retirar amarras do sistema bancários, o ministro avalia que os recursos estão ficando represados nas instituições financeiras, em vez de serem emprestados a empresários que passam aperto com a pandemia.

As fintechs, então, permitiriam que microempreendedores e pequenas empresas tenham acesso aos recursos.

Hoje, já é possível obter crédito pelas maquininhas de cartão, mas a ideia é que, com a crise econômica, o governo passe a oferecer recursos públicos como garantia a essas operações.

Uma medida semelhante foi lançada na semana passada. Guedes apresentou uma linha de crédito, majoritariamente com recursos do Tesouro, para que pequenas e médias empresas possam financiar o pagamento de salários dos funcionários durante a pandemia.

Após ser cobrado por empresários, o ministro confirmou que o crédito via maquininhas está em estudo. Mas isso depende de mudança nas regras do Banco Central.

Nesta segunda (6), técnicos do BC conversaram com entidades patronais para tentar avançar na medida.

"O pequeno empresário não está conseguindo crédito nos bancos e base [de cobertura] formada pelas maquininhas é muito grande. Essa seria uma solução importante", disse o presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Paulo Solmucci.

No Dia Mundial da Saúde, OMS faz homenagem a enfermeiros e obstetrizes

No Dia Mundial da Saúde, OMS faz homenagem a enfermeiros e obstetrizesEm 2020, a OMS decidiu celebrar o 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, fazendo uma homenagem a enfermeiros e obstetrizes. Coincidência ou não, eles estão na linha de frente no combate ao novo coronavírus. De acordo com a entidade, a data pretende lembrar aos líderes mundiais o papel crítico que estes profissionais desempenham em manter o mundo saudável.

"Enfermeiros e outros profissionais de saúde estão na vanguarda da resposta à covid-19, fornecendo alta qualidade, tratamento e cuidados respeitosos, liderando o diálogo comunitário para lidar com medos e perguntas e, em alguns casos, coletando dados para estudos clínicos. Simplesmente, sem enfermeiras, não haveria resposta", alerta a Organização Mundial da Saúde.

A instrumentadora cirúrgica Suzan Caroline de Alexandria Nisticó usa máscara, touca, roupa privativa hospitalar, luva e toma todos os cuidados necessários para se prevenir. "Trocando as luvas sempre que toco o paciente ou algo contaminado (sangue), caso esteja sem luva, passo muito álcool gel sempre que toco em algo", conta.

Os profissionais de saúde, especialmente a equipe de enfermagem, são reconhecidos pela luta pela saúde dos pacientes nesta pandemia. O exemplo deste esforço são as fotos, nas redes sociais, que mostraram lesões de pele e feridas causadas pelos equipamentos de proteção individual, os EPIs.

A Associação Brasileira de Estomaterapia, especialidade da Enfermagem focada no cuidado de pessoas com estomias, feridas e incontinências, publicou em seu periódico científico, a Revista Estima, recomendações para o autocuidado desses profissionais.

Por estarem na linha de frente no combate ao novo coronavírus, o artigo, assinado pelas enfermeiras Aline de Oliveira Ramalho, Paula de Souza Silva Freitas e Paula Cristina Nogueira, enumera algumas dicas:

- Higienizar a pele com sabonete líquido, de preferência com pH compatível com a pele (levemente acidificado) e hidratar a pele com produto cosmético (creme hidratante) sem presença de lipídeos;

- Aplicar uma cobertura profilática como interface entre a pele e a área de fixação da máscara (quando esta for utilizada por um longo período, especialmente na região do zigomático e osso nasal), tais como: espuma de poliuretano fina, silicone, filme transparente ou placas de hidrocoloide extrafino;

- Programar minutos de alívio de pressão, mediante possibilidade de retirada da máscara, a cada 2h;

- Inspecionar a pele frequentemente e atentar-se a sinais de dor, desconforto, hiperemia e lesões;

- Evitar colocar a máscara e outros EPIs sobre áreas de lesões de pele, eczema ou hiperemia, sem o devido tratamento tópico prévio.

Governo diz que vai liberar auxílio de R$ 600 a partir de quinta; veja o calendário

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
O pagamento do auxílio de 3 parcelas de R$ 600 a trabalhadores informais deve começar na quinta-feira (9), segundo previsão divulgada nesta terça-feira (7) pelo ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni.

Segundo um site de notícias do Globo, os primeiros a receber deverão ser pessoas que estão no Cadastro Único do governo federal mas não recebem Bolsa Família, e que têm conta no Banco do Brasil ou poupança na Caixa.

"Vamos ver se no final da tarde a gente já consegue dizer o número preciso que será enviado à Caixa para a Caixa já fazer o processamento e, se Deus quiser, na quinta-feira (9) a gente começa a fazer o crédito desses recursos para essas famílias", afirmou Lorenzoni em cerimônia em Brasília na manhã desta terça.

Veja como deve ser o calendário de pagamento:

Primeira parcela

- Pessoas que estão no Cadastro Único que não recebem Bolsa Família e têm conta no Banco do Brasil ou poupança na Caixa Econômica Federal: quinta-feira (9);

- Pessoas que estão no Cadastro Único que não recebem Bolsa Família e não têm conta nesses bancos: terça-feira da semana que vem (14 de abril);

-Trabalhadores informais que não estão no Cadastro Único: em 5 cinco dias úteis após inscrição no programa de auxílio emergencial (veja como se inscrever abaixo);

- Beneficiários do Bolsa Família: últimos 10 dias úteis de abril, seguindo o calendário regular do programa

Segunda parcela

- Pessoas que estão no Cadastro Único que não recebem Bolsa Família e trabalhadores informais inscritos no programa de auxílio emergencial: entre 27 e 30 de abril
- Beneficiários do Bolsa Família: últimos 10 dias úteis de maio, seguindo o calendário regular do programa

Terceira parcela

- Pessoas que estão no Cadastro Único que não recebem Bolsa Família e trabalhadores informais inscritos no programa de auxílio emergencial: entre 26 e 29 de maio;
- Beneficiários do Bolsa Família: últimos 10 dias úteis de maio, seguindo o calendário regular do programa

Em BH, lojas com funcionamento liberado só podem atender do lado de fora

Kalil diz que lojas de BH só poderão atender 'da porta para fora ...Lojas e estabelecimentos comerciais que estão autorizados a funcionar em Belo Horizonte só podem atender clientes da porta para fora, com filas organizadas, em que as pessoas mantenham um metro de distância entre si, a partir desta terça-feira (7).

A determinação exclui supermercados, hipermercados, padarias, farmácias, sacolões, mercearias, hortifrutis, armazéns, açougues e postos de combustível. Agências bancárias e casas lotéricas também devem adotar medida de controle para o acesso de clientes, visando evitar aglomerações.

Na prática, o decreto assinado nesta segunda pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD) amplia restrições previstas no decreto publicado no dia 18 de março, que liberou apenas comércio de rua como uma das medidas de contenção do novo coronavírus.

Assim, podem atender clientes, desde que do lado de fora, lojas de material de construção, de chocolates, de roupas, chaveiros ou papelarias, entre outros.

Desde o dia 20 de março, foram suspensos temporariamente alvarás de pontos como casas de shows e espetáculos; boates e danceterias, casas de festas e eventos; shoppings centers, centros de comércio e galerias de lojas; cinemas e teatros; bares, restaurantes e lanchonetes.

Pico da Covid-19 no Brasil será em abril e maio, e vírus deve circular até setembro

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
Um relatório técnico assinado pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e especialistas em saúde afirma que o Brasil terá pico dos casos de Covid-19 em abril e maio e que o país continuará enfrentando a pandemia até meados de setembro.

Segundo um site de notícias do Globo, o texto foi publicado nesta terça-feira (7) na “Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical” e divulgado pela agência de notícias científicas Bori.

 O texto fala sobre como o Brasil enfrenta a pandemia, traz a cronologia das ações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do país, e alerta para o período de outono e inverno, em que há maior ocorrência de doenças respiratórias.

O relatório também cita medidas como isolamento social e uso de máscaras como formas de conter a pandemia no Brasil.

"Embora o Brasil esteja tentando implementar medidas para reduzir o número de casos, principalmente focados no isolamento social, um aumento nos casos de Covid-19 é esperado nos próximos meses. Vários modelos matemáticos mostraram que o vírus estará circulando até meados de setembro, com um pico importante de casos em abril e maio", diz o relatório, sem citar números.

"Assim, existem preocupações quanto à disponibilidade de unidades de terapia intensiva (UTI) e ventiladores mecânicos necessários para pacientes hospitalizados com Covid-19, bem como a disponibilidade de testes de diagnóstico específicos", alerta o documento.

Danilo Gentili terá que pagar R$ 80 mil a doadora de leite que teve seio exposto na TV

Foto: Reprodução Youtube
Foto: Reprodução Youtube
Danilo Gentili, Marcelo Mansfield e a Rede Bandeirante terão que pagar R$ 80 mil de indenização para a doadora de leite materno Michele Rafaela Maximino.

Segundo o ‘Uol’, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o recurso dos acusados e manteve a indenização alegando que o valor não é “irrisório nem exorbitante”. Além do fato de Michele ter tido o seio exposto na TV.

Jennifer Aniston e Matthew Perry pedem que fãs de Friends fiquem em casa

O mundo está de quarentena após a pandemia do novo coronavírus, e vários artistas buscam conscientizar os fãs para quem fiquem em casa.

Desta vez, Jennifer Aniston e Matthew Perry, os eternos Rachel e Chandler, usaram o Instagram para mandar o recado.
Foto: Reprodução/Instagram
No feed, Matthew postou uma frase bem ao estilo Bing: “Poderiamos estar numa pandemia maior?”.

Jennifer publicou no stories uma cena de Friends onde Phoebe diz: “ Vocês deveriam sair na rua e ficar com pessoas reais".

E Joey e Chandler respondem: "Não. Dentro Bom. Fora ruim".

Gracyanne Barbosa pulsa bumbum gigante e hipnotiza internautas


Gracyanne Barbosa animou a quarentena de muitos seguidores ao postar um vídeo em que aparece dançando com o bumbum.

De shortinho, a musa fitness deu close no atributo pulsando e hipnotizou os internautas. “O único problema desse vídeo é que ele acaba”, disse uma seguidora.

“Mas genteeee!!!! Tem vida própria esse glúteo”, comentou outra.

Participantes de ‘Soltos em Floripa’ denunciam reality por exibir cenas de sexo explícito

Foto: Reprodução Soltos em FloripaFoto: Reprodução Soltos em Floripa
Na última sexta foi ao ar cenas de sexo explícito no reality ‘Soltos em Floripa’, da Amazon Prime, mas agora o programa está sendo denunciado pelos participantes e por figurantes.

Segundo o colunista Leo Dias, os participantes alegam que não foram informados de que as cenas de sexo seriam exibidas sem censura. Além disso, os figurantes dizem ter assinado o termo de cessão de imagens alcoolizados.

“A gente assinou contrato podre de bêbadas, eu tinha consciência zero do que estava fazendo", revelou a influenciadora Ana Paula, no Twitter. Ela foi uma das figurantes no episódio passado.

"A moça que aparece nessa cena é minha amiga, e eu também participei desse episódio, e fiquei com o Ramon [um dos participantes]. A produção jurou que não teria cenas assim”, disse.

“Eu não estou sofrendo. Não fiz nada errado, só apareceu minha bunda. Meus pais, superconservadores, que sofrem. E teve todo um contexto antes de nós ficarmos com o cara, mas cortaram a cena”, continuou.

Além de Ana Paula, outras três participantes do reality reafirmaram a denúncia. “A produção chama meninas para fazer figuração. Se alguém do elenco fixo se interessa por elas, aí vem a parte do contrato. Quando alguém se interessava por uma menina, elas geralmente já estavam bêbadas e tinham que gravar a cessão de imagem logo naquele momento. E a produção insistia em afirmar que as cenas de sexo não seriam exibidas. Que só estavam sendo filmadas por se tratar de um reality”, disse uma delas à coluna pedindo para não ter o nome divulgado.

A Amazon informou a Leo Dias que: “Como em todas as séries que produz, o Amazon Studios leva essas situações a sério, priorizando a segurança de todos os participantes e trabalhando em estreita colaboração com parceiros de produção, como a Floresta, para garantir que todos os envolvidos passem por um processo rigoroso e transparente para fornecer o consentimento para aparecerem nas séries”.

Grupo de risco: Relação entre obesidade e casos graves de coronavírus é preocupante

Foto: DivulgaçãoFoto: Divulgação
Comemora-se nesta terça-feira (7), o Dia Mundial da Saúde, que celebra a criação, em 1948, da Organização Mundial de Saúde (OMS), entidade que luta atualmente para conter o avanço do novo Coronavírus, causador da pandemia de Covid-19. Aproveitando a importância da data, a endocrinologista Dorothy Carriço, chama a atenção para a relação entre os casos mais graves de Covid-19 e a obesidade, o que tem preocupado especialistas da área.

“Recente estudo do Serviço de Saúde Inglês (NHS), aponta que sete entre dez pacientes graves de Coronavírus são obesos ou estão acima do peso. Aqui no Brasil, boa parte das vítimas que morreram em função da Covid-19 também tinha algum grau de obesidade e, muitas delas, pessoas jovens, bem abaixo de 60 anos, o que é ainda mais preocupante”, enfatiza a médica. 

Ela lembra que um estudo da OMS sobre a última pandemia de H1N1, em 2009, também apontou uma grande relação entre a obesidade e os casos mais graves da síndrome, sendo isso um alerta para a população que costuma não levar a sério os riscos inerentes ao problema, que, em Manaus, afeta 22,3% da população, segundo dados da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde. 

“Infelizmente, esse não é um problema só dos manauaras. O Brasil tem 19,8% da população obesa e 55,7% com excesso de peso, o que tem relação direta com muitos casos de diabetes, hipertensão, problemas cardiovasculares e respiratórios no país. Isso, num quadro de infecção pelo novo Coronavírus, é extremamente preocupante, já que a doença costuma comprometer severamente a capacidade dos pulmões de trabalhar”, pondera a consultora do Sabin. 

A obesidade está geralmente associada ao excesso de alimentação (ou à má qualidade desta) e ao sedentarismo, porém, outros fatores também podem estar envolvidos, como a predisposição genética, os distúrbios hormonais e até mesmo problemas de cunho emocional e psicológico.

“A obesidade em si já é considerada uma doença, que pode contribuir para o aparecimento ou agravamento de outras. Daí a necessidade de estar atendo ao que se come, para que além de uma alimentação balanceada, também possamos consumir esse alimento numa quantidade adequada às necessidades do organismo, bem como combinar isso com uma boa dose diária de atividades físicas”, orienta a doutora Dorothy Carriço. 

Isolamento social e ansiedade

O isolamento social foi adotado no mundo todo como uma das medidas para tentar conter o avanço do novo Coronavírus, porém, isso tende a aumentar a ansiedade de algumas pessoas, que podem acabar encontrando na comida uma ‘consolação’ às suas angústias. Para que isso não ocorra, especialistas recomendam não relaxar no cuidado com a alimentação e, principalmente, usar o tempo ‘livre’ para a prática de hábitos saudáveis, como as atividades físicas.  “É importante sempre buscar alternativas para aliviar a ansiedade, e movimentar o corpo pode ser uma delas, o que faz bem tanto para a saúde mental quanto física”, enfatiza a endocrinologista.   

OAB e entidades da sociedade civil lançam 'Pacto pela vida e pelo Brasil'

Entidades da sociedade civil lançam 'Pacto pela vida e pelo Brasil'
Associações representantes de categorias e entidades de defesa à ciência e aos direitos humanos se reuniram para lançar, nesta terça-feira, 7, o "Pacto pela Vida e pelo Brasil", que tem por objetivo "alertar e representar a sociedade brasileira" em meio à crise causada pela pandemia do novo coronavírus.

Fazem parte da frente a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Comissão em Defesa dos Direitos Humanos Evaristo Arns, a Academia Brasileira de Ciências (ABC), a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

"As entidades uniram suas forças para clamar pela união de toda sociedade brasileira, de todos os seus cidadãos, governos e Poderes da República, e formar uma ampla aliança para enfrentar a grave crise sanitária, econômica, social e política que vive o país", diz o texto assinado por autoridades que comandam as entidades reunidas, como o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz.

O grupo irá enviar ainda hoje o documento assinado pelas autoridades para governadores e para os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. Na carta, as entidades defendem "a opção por escolhas científicas, políticas e modelos sociais" baseados no "diálogo maduro, corresponsável" e na "busca por soluções conjuntas para o bem comum".

Maia critica Bolsonaro e diz que é melhor 'respeitar a ciência do que fritar' o Mandetta

Maia critica Bolsonaro e diz que é melhor 'respeitar a ciência do ...
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), acusou nesta terça-feira (7) o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de usar uma estrutura paralela para tentar desqualificar aqueles que avalia serem seus inimigos.

A estrutura paralela seria o chamado gabinete do ódio, formado por integrantes da ala ideológica do governo que atuam no Palácio do Planalto.

As declarações de Maia foram feitas durante uma videoconferência da Necton Investimentos. Ele falou sobre as tensões geradas pelo rumor de demissão do ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde) nesta segunda (6).

Maia disse que, em conversa com auxiliares de Bolsonaro, assegurou que o presidente não demitiria o ministro da Saúde. "Eu falei: 'Fica tranquilo. Conheço já há um ano e ele não vai demitir um ministro popular'", afirmou. "Ele vai organizar a relação dele, vai construir um discurso com o Mandetta, vai manter o Mandetta, não tenho dúvida nenhuma disso".

Isso porque, segundo o deputado, Bolsonaro teria percebido que Mandetta tem apoio e confiança da sociedade.

"O presidente trabalha com popularidade, pena que popularidade de rede social. É assim na relação dele com o [ministro da Justiça, Sérgio] Moro e tem sido agora assim na relação dele com o Mandetta", criticou. "E sempre usando essa estrutura paralela para tentar desqualificar quem ele considera, vamos dizer assim, inimigo dele, que possa ser adversário dele".

Maia também ironizou e disse que Bolsonaro ficou com "raiva" por Mandetta ter aparecido na live da dupla sertaneja Jorge e Mateus. "Mas ele não tinha condições, e ele sabe disso (...), de trocar o ministro nesse momento", afirmou.

O presidente da Câmara criticou ainda o desgaste gerado pelo rumor e disse que, no momento, é melhor "respeitar a ciência do que fritar o ministro da Saúde".

Integrantes do chamado núcleo moderado do governo, que inclui militares, conversaram com Bolsonaro desde a manhã de segunda para tentar demovê-lo da ideia de exonerar Mandetta no curto prazo. Em conversas reservadas, o presidente chegou a dizer que a situação estava insustentável.

Apesar de não ter dado sinais de que vai demitir o ministro, aliados de Bolsonaro o consideram imprevisível e, por isso, buscam alternativas para o cargo.

Na videoconferência, Maia afirmou ainda que a crise é um momento de construir pontes entre os Poderes para focar em agendas permanentes. No entanto, criticou a postura de integrantes do governo por criarem atritos desnecessários que podem comprometer a recuperação brasileira.

Em especial, citou o ministro Abraham Weintraub (Educação), que usou o personagem Cebolinha, da Turma da Mônica, para fazer chacota da China.

"Geopolíticamente, quem podeLá saiL foLtalecido, em teLmos Lelativos, dessa cLise mundial? PodeLia seL o Cebolinha? Quem são os aliados no BLasil do plano infalível do Cebolinha paLa dominaL o mundo? SeLia o Cascão ou há mais amiguinhos?", escreveu o membro do gabinete do presidente Jair Bolsonaro, trocando a letra "r" por "l", assim como na criação de Mauricio de Sousa.
Maia qualificou de "besteira" e "erro" a postura do ministro e lembrou que a China é um importante parceiro comercial do Brasil.

"Eu, de fato, não entendo como é que um governo num momento desse de crise, pega um parente do presidente [em referência ao deputado federal Eduardo Bolsonaro], pega ministro para desqualificar um país que poderia estar ajudando o Brasil muito mais", criticou.

Estados e municípios estimam fechar o ano com rombo de até R$ 44 bilhões

Coronavírus: endividamento das famílias bate recorde e 2 milhões ...Assim como a União planeja terminar o ano com rombo recorde superior a R$ 420 bilhões nas contas públicas, Estados e municípios também querem espaço maior para contrair novos empréstimos e gastar mais nas ações de enfrentamento da pandemia da covid-19. Governadores e prefeitos pressionam para aumentar o déficit dos governos regionais dos atuais R$ 30 bilhões para um patamar entre R$ 40 bilhões a R$ 44 bilhões em 2020, segundo apurou o Estadão/Broadcast.

Sem direito a se financiar no mercado, a saída dos governadores e prefeitos para elevar os gastos é via novos empréstimos e suspensão de pagamentos de parcelas da dívida com a União, bancos e organismos internacionais. Antes da pandemia, a estimativa era que os governos regionais fechassem o ano no azul em R$ 9 bilhões.

A ampliação do espaço está sendo negociada no âmbito do projeto que cria o chamado Plano Mansueto de socorro aos Estados e municípios. A votação do projeto na Câmara, que ganhou regime de urgência, foi adiada para esta terça-feira, 7. A equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, tenta manter o espaço fiscal dentro do déficit estimado de R$ 30 bilhões. Reuniões foram feitas na segunda, 6, com o relator da proposta na Câmara, deputado Pedro Paulo (DEM-RJ).

O resultado negativo indicado na lei está diretamente relacionado à capacidade de empréstimos da cada Estado ou prefeitura. O limite de crédito é autorizado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), órgão que reúne Guedes, o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Além do limite, cada Estado ou município recebe uma nota de risco que garante ou não aval do Tesouro (com o "selo", governadores e prefeitos conseguem empréstimos com mais facilidade e a menor custo, já que, caso deem calote, a União cobre).

Regras

Durante a calamidade, o Congresso também quer mudar as regras das notas para permitir que mais governadores e prefeitos tenham acesso aos empréstimos com garantia, mesmo para Estados com nota ruim por terem endividamento alto. Técnicos avaliam que mudar as regras da nota não assegura que o CMN aumentará o limite global de crédito para permitir ampliar o nível de endividamento.

O Congresso já autorizou a mudança da meta dos governos regionais para déficit de R$ 30 bilhões por causa da covid-19. A equipe econômica quer manter nesse nível, que leva em conta o impacto das medidas de R$ 88 bilhões para os Estados e municípios já anunciadas pelo governo federal, que incluem suspensão de dívidas e acesso a dinheiro novo, além de um espaço de R$ 6,5 bilhões aberto com o Plano Mansueto, destinado principalmente a Estados com problemas de caixa para pagar funcionários e fornecedores. Em reunião com bancadas do Congresso no fim de semana, Guedes afirmou ser contra o perdão da dívida dos Estados, mas defendeu alívio a governadores para fazer frente a gastos com saúde e à redução na arrecadação.

Ao jornal O Estado de S. Paulo, o relator do projeto admitiu que está abrindo uma janela para governadores e prefeitos lidarem com as despesas. Há no plano a exigência de contrapartidas, como a de não ampliar gastos permanentes. Até o fim de 2020, o programa suspende o pagamento da dívida dos governos regionais com a União, possibilita buscar o setor financeiro e organismos multilaterais a financiar suas dívidas sem aval do Tesouro, mantendo as garantias. No caso do BNDES e Caixa, somente os contratos na Justiça ficam fora desse refinanciamento.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Endividamento das famílias bate recorde e 2 milhões pedem para adiar pagamentos

Coronavírus - Endividamento das famílias bate recorde e 2 milhões ...
A crise econômica provocada pela pandemia da covid-19 já levou dois milhões de clientes a bater na porta dos cincos maiores bancos do País para renegociarem R$ 200 bilhões de empréstimos. O levantamento divulgado na segunda-feira, 6, pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) não informa, porém, o valor total que já foi negociado até agora por Banco do Brasil, Bradesco, Caixa e Santander. O Itaú Unibanco informou que aceitou apenas 5% dos 302 mil pedidos que recebeu.

Pressionada por críticas de empresas e pessoas físicas sobre dificuldades para negociar uma adiamento nas prestações em dois ou três meses, a Febraban afirmou que entende a "ansiedade" de diversos setores, mas é "preciso compreender que esse é um processo gradual e complexo, que demanda diversas providências e, em muitos casos, envolvem mudanças regulatórias".

A associação cita como exemplo de mudanças de normas que precisaram ser feitas a liberação de depósitos compulsórios por parte do Banco Central. O compulsório é formado por uma parte do dinheiro depositado nos bancos pelos correntistas. Esses recursos são mantidos no BC e os bancos não podem utilizá-los para fazer empréstimos, por exemplo.

Até o momento, o BC anunciou a injeção de R$ 1,2 trilhão no sistema financeiro. Parte dos recursos ainda depende de regulamentação para começar, de fato, a chegar às instituições financeiras, mas o BC tem afirmado que o mercado já "está líquido" e que mais medidas estão a caminho. "Ao contrário do que aconteceu na crise de 2008, desta vez, não estamos observando um empoçamento, mas, sim, um aumento substancial nas necessidades por recursos líquidos, o que torna esta crise bem diferente da anterior", afirmou a Febraban na nota.

No sábado, durante conferência online com representantes do varejo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o "empoçamento" de recursos nos bancos estaria retardando a chegada de ajuda para quem precisa na crise. Por isso, a aposta do governo é permitir que o BC negocie diretamente carteiras de crédito e títulos de empresas. A medida está prevista na PEC do "orçamento de guerra", que já foi aprovada pela Câmara e precisa do aval do Senado.

A assessoria da Febraban diz que não há uma contestação ao ministro Guedes, mas "apenas um esclarecimento do setor". Além disso, a entidade diz que os bancos internacionais cortaram as linhas para os bancos brasileiros, o que diminuiu a oferta de recursos no mercado.

Para o diretor da consultoria Teros, Juan Ferres, não se trata de falta de liquidez, neste momento, já que as captações de CDB e outros instrumentos semelhantes pelos bancos aumentaram nos últimos dias. "Trata-se de um problema operacional de avaliação de risco para destravar o processo", avalia o economista, que montou uma plataforma em tempo real aberta na internet, com dados do impacto da crise em diversos indicadores da economia real. "Por mais que se injete liquidez, os bancos estão tendo muita dificuldade para elaborar uma proposta de crédito aos clientes, já que não há parâmetros para precificar esse crédito."

O economista explica que nem os bancos nem as empresas sabem ao certo quanto tempo e qual a intensidade da crise, de modo que se torna difícil definir, por exemplo, qual carência um estabelecimento irá precisar para poder começar a pagar a dívida ou mesmo se esse estabelecimento irá conseguir se manter depois da crise. Essa incerteza levaria a um alongamento do tempo de análise dos pedidos.

Segundo Ferres, a redução na concessão de créditos para lojistas ou empresas pode ser vista, por exemplo, nos dados de fluxo de operações de antecipação de recebíveis de cartão de crédito. A queda decorre de dois fatores: falta de recebíveis (e garantias) dessas empresas, já que o fluxo financeiro habitual caiu entre 30% e 70%, dependendo do setor; e da incerteza quanto à intensidade e duração da crise ainda existente.

Endividamento

Pesquisa recente da Confederação Nacional de Comércio (CNC) mostrou que em março o endividamento bateu recorde: 66,2% dos trabalhadores possuíam dívidas entre cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal, crédito consignado, carnês, financiamentos de carros, financiamentos de imóveis. Embora mais endividadas, a inadimplência das famílias estava relativamente estável, o que deve mudar agora.

"Os bancos não querem dar dinheiro novo, nem querem alongar. Querem comprar só títulos públicos. O BC tem de reduzir mais os juros para os bancos ganharem menos dinheiro ao comprarem os títulos públicos", afirma Carlos Thadeu de Freitas, economista-chefe da CNC.

O setor de comércio previa um aumento das vendas do varejo de 3% no ano, mas a previsão já é de uma queda de 4%. Para Freitas, é preciso evitar que o País entre numa depressão. "Ainda não estamos numa depressão. Estamos começando uma recessão. Agora, depressão é coisa mais grave. Tem que esperar um pouco mais."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Pacientes curados relatam tensão e dor

Pacientes curados do Novo Coronavírus relatam tensão e dorDe uma forma ou de outra, todo mundo vai ter contato com o esse inimigo invisível e oculto, o novo coronavírus. Ele se espalhou pelos quatro cantos do planeta e provocou uma pandemia. Para muita gente, ele poderá passar rápido, provocando sintomas leves, situação que pode ser resolvida com tratamento caseiro. Mas, para cerca de 20% da população, a doença é motivo de internação hospitalar e até de uso de respiradores, hoje o equipamento mais escasso e que pode ser o fiel da balança da sobrevivência.

O jornal O Estado de S. Paulo conversou com pessoas que foram diagnosticadas com o novo vírus e estão curadas ou em fase final do tratamento para a covid-19. Entre os entrevistados estão aqueles que ficaram na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), como o jurista Ives Gandra Martins, de 85 anos, que, pela idade, pertence ao grupo de risco da covid-19.

Também fazem parte do grupo de risco para o novo coronavírus pessoas com comorbidades, como complicações cardíacas, doenças pulmonares e renais. O vírus, no entanto, atinge a todos: pegou em cheio o prefeito de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, Orlando Morando (PSDB), de 45 anos, com a saúde em dia. "Senti uma falta de ar asfixiante", disse Morando ao Estado.

No grupo dos que fizeram tratamento em casa e não precisaram de internação estão a jornalista Monique Arruda, de 34 anos, e a técnica de enfermagem, Natália Leite, de 35 anos. Também se recuperou em casa o médico infectologista David Uip, que lidera o comitê de combate à doença em São Paulo.

Uip participou nesta Segunda-feira (6) de uma entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes sobre o avanço da covid-19 no Estado, após ficar vários dias afastado, em isolamento domiciliar, durante o tratamento para a doença.

Seja em casa ou no leito de uma UTI, o medo de morrer foi o traço comum dos depoimentos desses brasileiros que agora - ao que tudo indica - já estão imunizados contra o novo coronavírus. Para eles, a lição que ficou é de que a vida é muito frágil e a saída para superar esse momento é ouvir a ciência e ser solidário. Leia abaixo os depoimentos.

David Uip, médico infectologista

David Uip, que chefia o Centro de Contingência contra a covid-19 criado pelo Estado de São Paulo, voltou ao trabalho ontem e participou de uma coletiva de imprensa em que foi anunciada a ampliação da quarentena no Estado de São Paulo. Uip foi infectado pelo novo coronavírus e estava afastado. Ele deu um depoimento emocionado sobre como sofreu com a doença.

"Gostaria de agradecer a Deus por estar aqui vivo, à minha família pela solidariedade e ao senhor, governador João Doria, que não deixou de me ligar um dia, não para perguntar algo sobre o trabalho, mas para saber como eu estava", disse Uip.

"Vou dar meu depoimento para mostrar do que se trata essa doença. Há dois domingos, eu me senti muito mal. Estava extenuado, sentado em uma cadeira e, pela primeira vez na vida, me neguei a falar com uma emissora de televisão. Não conseguia. De domingo para segunda, passei muito mal. Na segunda de manhã, fiz o exame e o teste deu positivo para coronavírus, mas a tomografia deu normal. A semana que se seguiu foi de extremo sofrimento", contou.

Uip explicou que depois de uma semana do diagnóstico positivo para coronavírus, em uma tomografia, foi detectada uma pneumonia. "Esse sentimento de você se ver como médico, infectologista, com uma pneumonia, sabendo que muito provavelmente entre o sétimo e o décimo dia haveria complicações, foi muito angustiante. Indo dormir não sabendo como ia acordar. Mas Deus me ajudou e venci a quarentena. Não é fácil ficar isolado. É de extremo sofrimento, mas é absolutamente fundamental", contou o infectologista.

E continuou: "Eu tive de me reinventar nesse período. Virei um David Uip mais humilde, sabendo os limites da vida".

Sobre a ampliação da quarentena, Uip falou que ela vai possibilitar um achatamento da curva da doença. "Meu depoimento é como paciente, não como médico. Quem vai sair vivo é quem estiver sendo atendido em estruturas hospitalares bem equipadas e com equipes médicas bem estruturadas. Isso é claríssimo. Isso (a quarentena) vai permitir que os hospitais públicos e privados se reorganizem. Isso está possibilitando que indivíduos como eu, que ficaram adoecidos, voltem para a frente de trabalho."

Uip disse que vai voltar a atender pacientes. "Meu testemunho é de quem ficou do outro lado. Não é brincadeira. A quem está subestimando, achando que não é nada, desejo ardentemente que não adoeça. É um sofrimento muito grande. Eu passo a ser um ativo, eu já passei pela doença e eu, teoricamente, não me contamino de novo", disse, sob aplausos das pessoas presentes no Palácio dos Bandeirantes.

Ives Gandra Martins, jurista

No dia 27 de fevereiro, o jurista Ives Gandra Martins foi submetido a uma cirurgia simples de esôfago. Na recuperação teve uma isquemia, depois uma septicemia. Ficou quatro dias em coma na UTI e, quando estava se recuperando pegou o novo coronavírus. "A minha guerra não começou com o coronavírus", disse o jurista, que agora já está em casa, mas ainda em recuperação. "Sinto fraqueza e falta de apetite. Mas, fora isso, estou bem. Estou escrevendo: coronavírus não atingiu o cérebro", brincou.

Após 38 dias de hospital, ele mantém o raciocínio perspicaz. "Os médicos foram muito bons, mas acredito mais no médico lá de cima", disse o jurista, que é católico, acredita em Deus e no poder das orações.

Aos 85 anos e, portanto, pertencendo ao grupo de risco, Gandra relatou que nunca tinha vivido um drama pessoal tão grande. Apesar da fase difícil, ele se considera otimista. Acredita que, do ponto de vista coletivo, a pandemia do novo coronavírus vai ser um momento de reflexão da humanidade. "Essa é uma guerra mundial contra um inimigo invisível e, com solidariedade, será uma grande oportunidade para mudarmos a face da terra."

Orlando Morando, prefeito de São Bernardo

Depois de uma semana na UTI, Orlando Morando, prefeito de São Bernardo do Campo (PSDB), no ABC paulista, disse que achou que morreria por causa da covid-19. O pior momento foi na semana passada. "Senti uma falta de ar asfixiante, foi a pior sensação que tive na vida."

A situação só começou a reverter quando os médicos começaram a dar cloroquina. "O oxigênio não surtia efeito", lembra o político de 45 anos, que tem boa saúde e não faz parte de grupo de risco.

A lição que fica, segundo ele, é que é preciso valorizar a vida. "Esse é o maior bem que a gente tem. Quando se está à beira do precipício não adianta mais."

Outra lição tirada dessa experiência é a necessidade de as pessoas serem mais humanas. Morando disse que tem acompanhado as discussões recentes e que, na sua opinião, elas são totalmente "ilógicas". "O que adianta discutir a economia para quem não tem mais saúde?".

"A ciência está mostrando que o isolamento é a chance que temos para proteger as pessoas", frisou. "Depois do que eu passei, disse, gostaria de ver se consegue ficar alguns segundos sem respirar tentando contar dinheiro", finalizou.

Monique Arruda, jornalista

Há 17 dias trancada em casa, Monique Arruda, de 34 anos, jornalista, não precisou ir para o hospital para se curar da covid-19. No primeiro dia, ela contou que teve muita dor de cabeça, cansaço e febre alta. "Fiquei sem olfato durante 12 dias, era como se não tivesse nariz", lembrou.

Ela recebeu orientação do médico via aplicativos, o laboratório fez o teste em casa e o resultado foi positivo. Já o seu filho de 3 anos teve muita falta de ar, mas o teste deu negativo. Até mesmo no período de isolamento, o médico a autorizou a amamentar para atenuar os sintomas da criança. Ela usou máscara e tomou cuidado com a higienização das mãos.

Outra preocupação de Monique é com a mãe idosa, de 70 anos, que mora na mesma casa. Mas, segundo ela, a mãe não pegou a doença, apesar de ser fumante e fazer parte do grupo de risco. "Apesar de os meus sintomas terem sido leves, foi um pesadelo", resumiu a jornalista. Ser portadora do vírus soou como uma sentença de morte para ela. No seu caso, um dos pontos que ajudaram, na sua opinião, a não virar um caso grave foi seu estilo de vida saudável. "Alimentação é a base de tudo."

Natália Leite, técnica de enfermagem

No dia 25 de março, a técnica de enfermagem Natália Leite, de 35 anos, começou a ter sintomas de uma gripe normal: tosse, espirros e nariz escorrendo. Foi a uma UPA e o médico a diagnosticou com gripe, H1N1. Natália, que trabalha em um hospital público, foi afastada do serviço e começou o tratamento em casa.

Com o passar dos dias, o quadro piorou: veio a febre alta, que chegava 40 graus, perda de paladar, olfato e dor nos pulmões, como se tivessem sendo esmagados. Ela voltou ao médico, fez o teste e confirmou que estava com covid-19. "O sintoma é de uma gripona: quando tosse, dói os pulmões, achei que fosse morrer", contou.

No começo, ela não acreditou que estivesse com a doença, pois tomava todos os cuidados de higiene e no hospital onde trabalha cuida de uma ala isolada, onde estão pacientes sem relação com a pandemia.

Depois do diagnóstico, o médico recomendou que continuasse o tratamento em casa e só fosse ao hospital se tivesse falta de ar. Natália mandou o filho menor, de 4 anos, para a casa do pai, e ficou na companhia do filho maior, de 14. "No dia 9 vou refazer o teste para ver se o vírus foi embora."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Tratamento com anticoagulante é testado no Sírio

Tratamento da covid-19 com anticoagulante é testado no Sírio ...
A descoberta de que o agravamento de infecção pelo coronavírus pode estar relacionada à formação de micrococoágulos nos vasos sanguíneos fez médicos do Hospital Sírio Libanês iniciarem de forma experimental o uso de anticoagulante para o tratamento de pacientes internados com a doença. Em alguns casos, já foi observada melhora.

O teste foi iniciado há cerca de três semanas no hospital paulistano quando a pneumologista Elnara Marcia Negri, médica do Sírio e professora livre docente de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), soube de achados de colegas que estavam examinando os corpos de pacientes que morreram vítimas da infecção.

A partir de necropsias feitas nos cadáveres em São Paulo, patologistas encontraram a presença de pequenos coágulos nos vasos sanguíneos de diversas partes do corpo das vítimas. "Temos de fazer uma análise rápida, mas examinamos os corpos dos mortos para informar para os clínicos que estão cuidando dos vivos os mecanismos de ação do vírus", explica o patologista Paulo Saldiva, coordenador do grupo que realiza as autópsias e também professor da FMUSP.

De acordo com os especialistas, essa reação de coagulação está associada à uma resposta inflamatória exagerada do organismo quando o vírus ataca as células. "É uma tempestade inflamatória e isso leva a pequenas coagulações nos vasinhos dos órgãos. Com esses microcoágulos, a circulação de sangue e a oxigenação dos órgãos essenciais vai sendo interrompida, o que pode levar à morte", explica Elnara.

Com a informação, a médica obteve a autorização do Hospital Sírio-Libanês para começar a administrar doses controladas do anticoagulante heparina em pacientes internados. "O pulo do gato é tentar iniciar o tratamento antes de o paciente ir para a intubação porque os coágulos começam a se formar antes mesmo dele ficar com um quadro de insuficiência respiratória grave. Eles começam quando o paciente já está precisando de oxigênio, mas não necessariamente de intubação", explica.

De acordo com a pneumologista, 30 pacientes já fizeram uso do anticoagulante. Pelos resultados observados até agora, que a médica faz questão de frisar que são preliminares, dois grupos de pacientes podem ser mais beneficiados pelo uso do remédio: os internados que já têm baixa na oxigenação, mas que ainda não foram para a intubação, e os que já estão em ventilação mecânica.

"No primeiro caso, a expectativa é de que o tratamento evite que eles evoluam para um quadro ainda mais grave e precisem de intubação. No segundo, a tentativa é permitir que eles saiam mais rápido do respirador e diminuir o risco de morte."

Elnara afirma que, com base no que foi observado até agora, está finalizando um protocolo de pesquisa que será submetido à Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) para que o estudo seja ampliado.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Anvisa proíbe uso do app Zoom por falhas graves de segurança

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), um dos órgãos públicos na linha de frente do combate à pandemia do novo coronavírus (covid-19), proibiu o uso da ferramenta de videoconferência Zoom nos computadores da agência. De acordo com o órgão, falhas de segurança foram identificadas no aplicativo.

Zoom é uma plataforma que vem ganhando popularidade desde o início da pandemia com seu serviço de videoconferência. Ele funciona gratuitamente por um período limitado e sem prazo para quem assina um pacote. A Agência Brasil publicou reportagem onde mostra aplicativos que podem ser utilizados como alternativas.

A área de tecnologia da informação da Anvisa teria tomado contato com análises de especialistas em segurança cibernética em fóruns internacionais nas quais foram apontadas falhas graves de segurança no recurso Zoom meeting.

Essas vulnerabilidades podem ser exploradas por invasores, que conseguiriam acessar a câmera e o microfone de usuários, bem como os conteúdos das reuniões realizadas por meio deste recurso.  

O próprio diretor executivo da empresa responsável pela ferramenta, Eric Yuan, reconheceu as falhas, informando que a equipe está buscando adotar medidas para qualificar a estrutura de segurança do programa.

Yuan declarou que a companhia não conseguiu assegurar mecanismos adequados diante do aumento exponencial da base de usuários. Entre dezembro e abril, o número de pessoas utilizando o recurso saiu de 10 milhões para 200 milhões.

“Nós admitimos que frustramos as expectativas de privacidade nossa e da comunidade. Por isso, peço desculpas e divido que estamos fazendo algo a respeito”, escreveu no blog da empresa em 1º de abril.

Entre essas falhas estava o fato de que a empresa repassava dados dos seus usuários ao Facebook, mesmo quando estes não possuíam uma conta na rede social.

Em entrevista a diversos meios de comunicação nos Estados Unidos neste final de semana, o diretor executivo voltou a afirmar que a empresa está atuando para tentar resolver os problemas.

Uma das providências mencionadas por Yuan foi a interrupção do repasse de dados ao Facebook. Outros rastreadores e ferramentas de monitoramento também foram retiradas ou pararam de coletar dados, como uma relacionada à rede social Linkedin.

A política de privacidade foi atualizada no dia 29 de março. Segundo a empresa, para deixar claro que ela não vende dados a terceiros, embora esta seja apenas uma das formas de abuso na coleta e tratamento de dados de clientes.

INSS regulamenta antecipação de auxílio-doença

Antecipação vale por até 3 meses - Foto: Divulgação
Antecipação vale por até 3 meses - Foto: Divulgação
Os requerentes de auxílio-doença que tramitam no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vão ter a antecipação do benefício, limitado a um salário mensal - R$ 1,045 -, conforme portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira, dia 7, informa a Agência Brasil.

Segundo a portaria, a antecipação será devida a partir da data de início do benefício e terá duração máxima de três meses.

Enquanto perdurar o regime de plantão reduzido de atendimento nas agências da Previdência Social, os requerimentos de auxílio-doença poderão ser comprovados com atestado médico.

Para requerer o auxílio-doença, o cidadão deve anexar o atestado ao requerimento por meio do site ou aplicativo Meu INSS. Será necessário apresentar declaração de responsabilidade pelo documento. O atestado deverá estar legível e sem rasuras; conter a assinatura do profissional emitente e carimbo de identificação, com registro do conselho de classe; conter as informações sobre a doença ou Classificação Internacional de Doenças (CID); e conter o prazo estimado de repouso necessário.

A emissão ou a apresentação de atestado falso ou que contenha informação falsa configura crime de falsidade documental e sujeitará os responsáveis às sanções penais e ao ressarcimento dos valores indevidamente recebidos”, diz a portaria.

O beneficiário poderá requerer a prorrogação da antecipação do auxílio-doença, com base no prazo de afastamento da atividade informado no atestado médico anterior ou mediante apresentação de novo atestado médico.

O beneficiário será submetido à realização de perícia, após o término do regime de plantão reduzido de atendimento nas agências da Previdência Social: quando o período de afastamento da atividade, incluídos os pedidos de prorrogação, ultrapassar o prazo máximo de três meses; para fins de conversão da antecipação em concessão definitiva do auxílio-doença; quando não for possível conceder a antecipação do auxílio-doença com base no atestado médico por falta de cumprimento dos requisitos exigidos.

Confira quem pode receber o auxílio emergencial

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
O auxílio emergencial aprovado pelo governo federal e que deve começar a ser pago ainda nesta semana, se destina a autônomos que tiveram suas atividades prejudicadas com a pandemia da covid-19 ou outras pessoas que ficaram sem renda. 

Confira a seguir as categorias ou situações que excluem o recebimento do auxílio emergencial.

Não pode receber quem:

Tenha emprego formal ativo

Seja de família com renda superior a três salários mínimo: R$ 3.135,00

A renda mensal por pessoa seja maior que meio salário mínimo : R$ 522,50

Esteja recebendo segura-desemprego

Receba benefício previdenciário, assistencial, ou de transferência de renda federal, com exceção do Bolsa Família

Teve rendimentos tributáveis acima deo teto de R$ 28.559,70 em 2018, conforme declaração do IRPF

Se você não se enquadra em nenhuma das situações acima, pode se cadastrar para receber a ajuda federal em função da pandemia de coronavírus.

Quem participa do Bolsa Família pode optar entre o auxílio emergencial e aquele benefício.

Mulher/ homem que for chefe de família pode sacar até o dobro do benefício: R$ 1.200,00.

Paraíba deve atingir pico do Coronavírus entre os dias 20 e 30 de abril

Foto: Reprodução / SECOM Gov Paraíba
Foto: Reprodução / SECOM Gov Paraíba
O estado da Paraíba pode ter o ápice da curva do coronavírus alcançado entre os dias 20 e 30 de abril. A revelação foi do secretário executivo de Gestão da Rede de Unidades do Estado, Daniel Beltrammi. “Possivelmente, com algum atraso, a gente deve enfrentar isso entre 20 e 30 de abril, aproximadamente”.

Com 36 casos até hoje (07), o secretário, afirma que houve um crescimento da ordem de 76% em relação ao número de casos da semana passada. “Se nós seguirmos nessa sequência, hoje, os estudos que a gente está utilizando, projeções do Ministério da Saúde e da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), possivelmente na próxima segunda-feira (13) a gente deve estar próximo de uma centena de casos confirmados no Estado”.

Rio registra o dobro de mortos por coronavírus com menos de 60 anos ante SP

Rio registra o dobro de mortos por coronavírus com menos de 60 ...Um mês após registrar seu primeiro episódio do novo coronavírus, o Rio de Janeiro apresenta porcentual de mortos pela doença de não idosos equivalente ao dobro do de São Paulo, onde há o maior número de infectados e vítimas fatais pela covid-19 em todo o País. No Rio, 31% dos que não resistiram ao vírus tinham menos de 60 anos, enquanto a proporção é de 14% entre paulistas. Em território fluminense, já foram registrados 1.461 casos confirmados da doença, com 71 mortes até a noite desta segunda-feira, 6.

O Rio só perde para São Paulo no número de casos e de mortos pelo coronavírus, considerando todas as faixas etárias. Na última sexta-feira, 3, quando o Estado tinha 992 confirmações da doença, o secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, afirmou que o número poderia aumentar em até dez vezes. Disse, contudo, que espera uma estabilização em 15 dias.

Os casos de vítimas abaixo de 60 anos se destacam no Rio. No último sábado, a Secretaria estadual de Saúde confirmou a morte de um rapaz de 23 anos que morava em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Mais jovem a morrer no Estado, ele tinha comorbidades, o que nem sempre se observa nesses registros. Dos 22 mortos abaixo de 60 no território fluminense, metade está classificada como sem indícios de que integravam grupos de risco.

Entre eles, está uma mulher de 32 anos que vendia doces na rodoviária de Rio Bonito, na Região Metropolitana. Conhecida na cidade, Cleuza Fernandes da Silva morreu após ficar sete dias internada no hospital. A unidade disse que ela tinha um problema crônico de saúde, mas não o detalhou. No registro oficial do governo, portanto, aparece como umas das vítimas "sem informações sobre comorbidades".

Nesta segunda, a morte de outra jovem mulher - de 28 anos, residente da capital - foi divulgada. Ela não tinha registro de outras doenças que a inserissem nos grupos de risco.

Os números demolem a ideia de que a doença só é fatal para idosos. A tese foi propagada, por exemplo, pelo presidente Jair Bolsonaro em pronunciamento do dia 24 de março.

Amparado nas recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de médicos, o governo fluminense tem defendido com veemência o isolamento social como forma de conter a propagação do vírus.

O governador Wilson Witzel (PSC) foi um dos primeiros do País a adotar medidas restritivas mais enfáticas e tem sido um dos mais firmes no embate dos mandatários estaduais com o presidente Jair Bolsonaro, que é contra o isolamento.

Berço da doença

O sul do Rio, classificado oficialmente como Médio Paraíba no sistema do governo, foi o berço do novo coronavírus no Estado. O primeiro caso da doença foi confirmado no dia 5 de março, em Barra Mansa: uma mulher de 27 anos que havia ido para a Itália em fevereiro.

Com exceção da populosa Região Metropolitana, o sul virou a área de abrangência com o maior número de casos da covid-19 no Rio: 65, até esta segunda-feira. Ela é seguida pela Região Serrana, cujo total acumula menos da metade: 29.

Apesar disso, não há nenhuma cidade dessas regiões na lista das que vão receber hospitais de campanha para o enfrentamento da crise. Além da capital, os municípios beneficiados serão Duque de Caxias e São Gonçalo, no Grande Rio, Casimiro de Abreu, no interior, e Campos dos Goytacazes, no Norte fluminense.