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sexta-feira, 14 de maio de 2021

Na sua agonia, Bolsonaro invoca Deus, mas prega o ódio

Quem pensou ancorar o barco no flutuante de Jair Bolsonaro em 2022  - como o governador do Amazonas, Wilson Lima, está  vendo o atracadouro afundar, pela variação de humor da população diante da pandemia, da escassez de vacinas, das mortes e de uma CPI que acaba de expor as vísceras de um presidente medroso, negacionista, que vê conspiração por todos os lados e, ainda assim, desafia a democracia ao dizer que só Deus o tira do Palácio do Planalto.

Bolsonaro não percebe que muitas coisas o afastam de Deus - a Quem recorre neste momento, entre elas 430 mil mortos pela negligência de seu governo.

Ao invocar Deus para uma causa pessoal, desdenha da democracia e do voto popular.

Até 2022, ano de eleições, Bolsonaro vai queimar aos poucos porque falta-lhe o básico. Como administrador, competência; como ser humano, solidariedade, compaixão com um povo que morre de Covid e de fome, enquanto ele se apresenta nas redes sociais comendo picanha e sorrindo. De quê mesmo? Enquanto ele sorri e mastiga carne de primeira, há fome, choro e lamentações em meio de um povo que perdeu a esperança.

Como um homem que destila ódio, espalha intrigas, compartilha mentiras pode falar que Deus o protege e o mantém no cargo de presidente?

Bolsonaro ofende Deus todos os dias e Dele se distancia. Está mais próximo do diabo do que do sagrado.

Não é Deus que vai tirar Bolsonaro do conforto onde se encontra, como refém dele mesmo, de suas mentiras, de seu ódio, do medo das 430 mil almas perdidas nessa pandemia. É o povo, que o aclamou pelo voto eletrônico que hoje ele quer banir;  pela consciência coletiva de que o Brasil está sendo levado para o abismo e que é preciso tirar do Executivo quem assumiu essa tarefa suicida.

Por Raimundo de Holanda

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